quarta-feira, julho 17, 2024

KIN 11 - MACACO ESPECTRAL

 


O Macaco Azul é o artesão, o costureiro do tempo, o escriba, o brincalhão da ilusão mágica e a sua energia é conhecida por tecer novos padrões, soluções criativas e expressões ou invenções artísticas. O Macaco nos lembra que somos todos crianças do universo que vieram aqui para brincar com a mágica de cada dia em que estamos imersos. Quando acolhemos a espontaneidade e encaramos a brincadeira como uma parte essencial da totalidade da nossa vida, encontramos cura, liberdade e alegria. Neste dia, precisamos ficar atentos ao modo como direcionamos nossa energia. Precisamos estar vigilantes pois ultimamente estamos recebendo uma grande quantidade de mensagens e informações através, principalmente, da Internet, porém, o que é realmente verdade, ilusão ou apenas o aproveitamento da credibilidade alheia para inundar a mente de medo? Precisamos estar receptivos às mensagens, todavia é preciso receber essas mensagens com o coração e visão aberta, pois a busca de cada um se torna cada vez mais intensa e, essa exploração de espaços, pode ser muito perigosa, podendo nos conduzir ao medo, superstição ou descrença. É necessário que fiquemos atentos aos sinais que vêm do nosso Eu interior, pois só ele sabe discernir a realidade da ilusão, porque está acima do ego que foi construído através de conceitos variados acerca de tudo. Precisamos nos concentrar nos sinais, nas sincronicidades, e permitir a evolução das coisas, em nossas vidas, evitando deixar as coisas estagnadas. Vamos libertar a nossa essência e exercer a nossa multidimensionalidade. 
Bjos no Coração
Namastê
Saviitri - CRTH0230

               


         
Kin 11, Macaco Espectral 
Brincar, libertando a Ilusão com o poder da Magia
O Tom Espectral (BULUC) representa o poder da dissolução criativa e da estrutura dissonante. Aquilo que pode parecer o caos e a destruição pode ser, na verdade, uma força necessária para liberar e libertar estruturas e paradigmas rígidos. Conforme liberto o que já não me serve mais, crio novas oportunidades para novos conhecimentos surgirem. O tom Espectral tira-me da rotina, deixando-me livre de expectativas e noções pré-definidas, libertando-me num espectro de possibilidades! O poder espectral encaminha-me para dissolver conceitos fixos, medos ou padrões instalados na minha mente. O Tom Espectral declara: “Eu atraio as reviravoltas e descobertas, eu dissolvo identidades, eu abro espaço para novos modelos, eu manejo a dissonância como uma força que liberta, eu dissolvo crenças limitantes e construo – sem caixas, sem separações, sem fronteiras”.
O Macaco (CHUEN) pede-me para romper com as estruturas, as imagens e as crenças que já não me servem. A energia do Macaco convida-me a proceder de forma espontânea e imprevisível, a sorrir, a não ficar tão sério, a acreditar na magia do momento. Observo o que se liberta com a espontaneidade. A realização pode ser prazerosa.
Lembro-me de há perfeição em tudo e que tudo o que me acontece é perfeito. À medida que caem as muralhas, revela-se o meu sorriso e a luz da minha Essência aparece. Exploro a minha criatividade e a pessoa brincalhona que há em mim, em vez de tentar pensar racionalmente. Pode surgir uma resposta quando menos espero. Pinto a minha cara com o improvável, torno-me o palhaço. Se estou numa situação difícil, abro espaço para o humor. Quando as coisas parecem ser demasiado complexas, simplifico. Faço surgir a criança em mim e deixo que ela dance, que desenhe colorido, cante, ria e brinque. Estas actividades são para as crianças divinas de todas as idades. O único momento é agora. Vivo os meus sonhos e visões, vendo que tudo é sagrado e, por natureza, alegre e divertido. Como criança divina, ando novamente pelo caminho da inocência recuperada. Retiro a mascara da preocupação e reclamo a minha plenitude. Lembro-me de que, como criança divina, não tenho de fazer nada, nem ser nada, a não ser incorporar a sensível presença do amor.
Deixo ir! Absorvo a vida, absorvo novos ares. Sou flexível ao fluxo sem forma do universo. Permito que o meu foco cubra um vasto alcance. Dissolvo sentimentos que me limitam. Acolho a espontaneidade e os desvios inesperados. Desfaço, quebro, misturo tudo! Permito que a minha energia viaje para onde for necessário. Liberto-me de todas as fronteiras, crenças, estruturas e limitações. Sou verdadeiramente livre. Trago a energia da liberação a todas as áreas da minha vida que precisam ser preenchidas com liberdade. Acredito que tudo é possível, que existo num universo ilimitado. Dissolvo todas as formas de pensamento de derrota e hábitos que me tirem o poder. Deixo ir ou abro mão de qualquer coisa que me impeça de fazer brilhar a minha luz.
“Inocente e espontâneo, dissolvo minhas estruturas e consigo liberar-me.”
Kin 11, Macaco Espectral Azul
Dissolvo com o fim de brincar
Libertando a ilusão
Selo o processo da magia
Com o tom Espectral da liberação
Eu sou guiado pelo meu próprio poder duplicado
TOM 11: Espectral (BULUC) – Como libertar e deixar ir?
PODER – Dissolve | AÇÃO – Libera | ESSÊNCIA – Libertação
SELO 11 – Macaco Azul (CHUEN)
PODER – Magia | AÇÃO – Brincar | ESSÊNCIA – Ilusão
Castelo Vermelho Leste do Girar  -  Gênese do Dragão  -  Macaco Azul  -  Onda Encantada 1 do Dragão Vermelho
Tom Espectral


                

domingo, julho 14, 2024

KIN 8 - ESTRELA GALACTICA

                                           


A Estrela é a maior expressão da harmonia, da beleza e da arte e quando brilha com intenção, torna-se uma ferramenta de manifestação ilimitada, transcende definições e é medida por sentimentos e inspiração. A  energia deste Kin, em sua essência, traz emanações vibracionais produzidas por combinações benéficas e transmite prazer na beleza da sua expressão. Vamos explorar nossas  tendências criativas e permitir que a estética da nossa naturezas inspire nossos sentidos e visões. A Estrela inicia uma série de harmonias complexas porque completa uma oitava e a nível espiritual, inicia um desenvolvimento de um ser mais elevado. O Kin da Estrela é de uma frequência mais alta que os anteriores e traz uma grande oportunidade para nós ativarmos nossa luz interna, através da cor amarelo-dourado, nos preparando para um novo ciclo de , mais oportunidades de aperfeiçoamento e aprendizado. Vamos trazer a harmonia para nossas vidas, procurando não  nos sintonizar com sentimentos, atitudes e pensamentos negativos. Vamos nos permitir o brilho no olhar, na aura, iluminando com  pureza, transmitindo sempre a Luz , com sinceridade e humildade, transcendendo a vida  tridimensional para alcançar a harmonia numa dimensão superior. Vamos visualizar o arco-íris e trazê-lo para dentro de nós e depois expandir esta Luz  para toda Gaya. Estejamos conscientes que a verdadeira iluminação está em conhecermos a nós mesmos e para isso é necessário uma autocompreensão. Temos a força do Sol Central em nós e devemos  ativar este brilho através de pulsos harmônicos e assim darmos mais um salto quântico e partirmos para um novo começo.


                                         
                  


Kin 8, Estrela Galáctica Amarela
Embelezar, Modelando a Arte com o poder da Elegância

O Tom Galáctico (UAXAC) convida-me a alinhar a minha conduta com a minha integridade. Isso significa estabelecer uma harmonia interior, na qual posso modelar genuinamente as verdades e os ideais em que acredito. Uma boa definição de “integridade” é “o estado de estar inteiro e completo, indiviso”. O tom Galáctico lembra-me que integridade requer consistência e aderência à sabedoria e graciosidade dos meus valores. A harmonização não requer compromisso, mas sim flexibilidade e disposição para me submeter a conhecer outras pessoas, para deixar ir qualquer apego pessoal.

A Estrela Amarela (LAMAT) é o agente da harmonia, declara a arte como o presente omnipresente do Criador. Arte é a forma como saúdo o dia, como respondo e interajo com os elementos na minha vida. A arte existe como uma oportunidade universal de criatividade, inovação e expressão; representa a linguagem da alma. A arte, como o exército da beleza, está naturalmente a acontecer, e quando é realçada com intenção, torna-se uma ferramenta de manifestação ilimitada, transcende definições e é medida por sentimentos e inspiração. Em essência, arte, beleza e elegância são emanações vibracionais produzidas por combinações benéficas, emergindo da minha síntese consciente. A Estrela Amarela transmite prazer na beleza da sua expressão. Exploro as minhas tendências criativas. Permito que a estética da minha natureza inspire os meus sentidos e visões artísticas; permito que a graça e a harmonia guiem o meu caminho.
Cada um de nós tem uma conduta de harmonia e serve de modelo para os outros, inspirando o estabelecimento da cultura galáctica e pondo em prática o potencial harmônico da nossa sociedade global. Integridade é decorrente do conhecimento de mim mesmo e de um senso de reverência por toda a vida. Significa fazer o melhor, mas também aceitar as minhas imperfeições humanas, harmonizando os dois aspectos. Desenvolvo uma relação de integridade com o meu espírito, comprometo-me a viver minha verdade e sou um modelo para os outros.

“Posso tecer a arte dos meus pensamentos para explorar livremente.”

Kin 8, Estrela Galáctica Amarela

Eu harmonizo com o fim de embelezar
Modelando a arte
Selo o armazém da elegância
Com o tom galáctico da integridade
Eu sou guiado pelo poder do livre-arbítrio

TOM 08: Galáctico (UAXAC) – Como integrar a forma?
PODER – Harmoniza 
| AÇÃO – Modela 
| ESSÊNCIA – Integridade                                                                                           

SELO 08 – Estrela Amarela (LAMAT)
PODER – Elegância 
| AÇÃO – Embelezar 
| ESSÊNCIA – Arte

A FORÇA DO TARÔ


Há milhares de ano os oráculos exercem fascínio sob as pessoas. 
A prática oracular é ancestral, mas não se sabe ao certo 
sobre sua origem. Acredita-se que tenha surgido pela observação 
dos fenômenos naturais e correlações feitas entre os mesmos e 
os acontecimentos do dia-a-dia.  
Sabe-se que com o passar do tempo, de alguma forma essa leitura passou a ser uma preleção do futuro. Esse modo de interpretar munia as pessoas uma consciência de futuro e funcionava como uma espécie de orientação para resolução de questões importantes. 

O que é seguro afirmar é que os oráculos tiveram uma participação ativa no papel de formação das civilizações e que estão presentes em todas as culturas. Junto com elas, os oráculos sofrem adaptações e atualizações. Basta que observemos a quantidade de oráculos eletrônicos que temos na atualidade e a eficácia atestada pelas pessoas que a eles recorrem e não teremos o que discutir. 

O Tarô é certamente um dos oráculos mais populares do mundo ocidental contemporâneo. Composto por lâminas ou cartas constitui um forte conjunto de símbolos, que vêm sendo usados por anos a fio como instrumento de preleção do futuro e autoconhecimento. 

A origem das lâminas do Tarô é obscura e se perde nas névoas do tempo. Sabe-se que o Tarô era jogado no Antigo Egito; no entanto ele parece ter-se originado na Índia indo depois para a China e o Egito e, posteriormente pelos cruzados e pelos árabes foi introduzido no Ocidente. 


Na verdade, sabemos que o conhecimento do uso divinatório do tarô, chegou até nós através de um ocultista francês conhecido como "Etteilla" que atuou como vidente e cartomante logo depois da Revolução Francesa. Ele desenhou o primeiro baralho esotérico, acrescentando motivos egípcios, fatores astrológicos e incluindo textos com significados divinatórios escritos nas cartas e depois disso, as cartas de tarô ficaram cada vez mais associadas à magia e ao misticismo.
                    
No entanto, o Tarô só foi adotado por místicos, sociedades secretas e ocultistas apenas depois de 1781, quando Gébelin, maçom e clérigo protestante suiço, publicou “O Mundo Primitivo”, um estudo que contava sobre o simbolismo religioso. Gébelin afirmava que o simbolismo do Tarô de Marselha representava os mistérios de Toth e Isis e que a origem do nome também seria egípcia: tar= estrada e ro= rei, real e que por conseguinte: "caminho real" para a sabedoria (já existia nessa época, a identificação do tarô com o Livro de Thoth nas rodas ocultistas). 

Mas é a Eliphas Lévi, ocultista francês que se concebe a criação das cartas de Tarô como um código místico e sua difusão pela Ordem Hermética da Aurora Dourada. Lévi publicou em 1854 “Dogma e Ritual de Alta Magia”, onde fazia uma correlação entre a interpretação das cartas de Tarô com a Cabala Hermética. Ele aceitava a origem egípcia do tarô proposta por Gébelin, mas rejeitava as inovações de Etteilla e seu baralho alterado, delineando um sistema que relacionava o tarô à Cabala Hermética e aos quatro elementos da alquimia.

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Por muito tempo, as cartas de Tarô permaneceram como um privilégio das classes mais altas e, embora alguns clérigos do século XIV advertissem para o “mal” existente nas cartas, geralmente o uso das lâminas de tarô não era condenado. Desde essa época um número enorme de baralhos diferentes tem sido criados, desde os que seguem os tradicionais até os baralhos oraculares para inspiração ou divinação contendo imagens de forças da natureza, anjos, deuses, fadas, mitos e mesmo influenciados pelo tarô, não seguem sua estrutura tradicional: algumas vezes omitem ou trocam alguns dos naipes, outras vezes alteram significativamente o número e a natureza dos Arcanos Maiores.

O fato é que a origem do Tarô é cercada de tantos mistérios quanto o próprio. A incerteza da origem das imagens reforça o quê mágico e ainda provoca uma série de especulações. Estaria o tarô associado ao conhecimento hermético advindo do antigo Egito, seria um sistema elaborado pelos indianos, ou teria sido um legado trazido pelos ciganos e embarcado na aura de mistério e misticismo que acompanha este povo? 

Muitos estudiosos consideram que os ciganos estão entre os primeiros a usar o tarô para uso divinatório e que introduziram as cartas na Europa. O Tarô é certamente um dos oráculos mais populares do mundo ocidental contemporâneo e a incerteza da origem das imagens reforça o quê mágico e ainda provoca uma série de especulações. Para a maioria dos ocultistas a palavra Tarô foi extraída das palavras egípcias:
                                          TAR= Caminho
                                            RO= Real
                                     = Caminho Real da Vida.

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Carl G. Jung, pai da Psicologia Analítica, foi um dos grandes responsáveis pelo uso do tarô como terapia (Taroterapia). Jung realizou estudos profundos sobre a participação da mística no funcionamento da psique e encontrou nos oráculos um campo fértil de pesquisa, dedicando-se à astrologia, I Ching, Tarô. Para ele, esses eram instrumentos que promoviam um diálogo com forças invisíveis, a voz do inconsciente e assim a astrologia, I Ching, Tarô se transformam em veículos interessantes ao processo de autoconhecimento. 

Jung contribuiu para uma nova e mais significativa compreensão da natureza da consciência: a de que ela só pode ser renovada e ampliada, pela manutenção de suas linhas não racionais de comunicação com o inconsciente coletivo.  Denominou de “arquétipos” a estas forças instintivas que operam de modo autônomo nas profundezas da psique humana e que estão simbolicamente representadas nos Arcanos do Tarô; seguindo os postulados de Jung, pelo baralho de Tarô e suas 78 lâminas (Taroterapia), podemos alcançar autoconhecimento e organizar o “caos nosso de cada dia”.

O Tarô é composto por 78 lâminas que se dividem da seguinte maneira:
56 lâminas chamadas Arcanos Menores
22 lâminas chamadas Arcanos Maiores

Os 56 Arcanos Menores são formados por quatro séries, com catorze lâminas cada um. Cada um dos maços de catorze lâminas corresponde a um dos quatro naipes de nosso jogo de cartas, que representam paus, copas, espadas, ouros e contém quatro figuras reais; rei, dama, cavaleiro e pajem, e mais dez lâminas que contém números.

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Os Arcanos Menores formam um conjunto de 56 lâminas que expressam os resultados e as formas das ideias; são distribuídos por quatro símbolos básicos, os naipes de Ouros, Espadas, Copas e Paus. Cada naipe, possui dez arcanos numerados e quatro arcanos com figuras da corte medieval (pajem, cavaleiro, rainha e rei).

O naipe de Ouros está relacionado ao elemento terra, o barro primordial do qual fomos feitos. A terra é nosso princípio e nosso fim e a experiência do corpo é uma realidade antes de qualquer outra imagem ou sentimento a habitá-lo. Com a terra pode-se moldar casas e obras. Esse naipe relaciona-se à vida material, às conquistas financeiras, profissionais e a tudo que representa aquilo que pode ser tangível em termos materiais. No naipe de ouros existe a possibilidade de se conseguir conquistar a segurança material com trabalho, disciplina e esforço. Outra característica do naipe de ouros é a dedicação, o esforço, o empenho nos estudos e projetos; ele está intimamente relacionado com nossa autoestima, do mérito que temos ao alcançar um objetivo.

O naipe de Espadas liga-se ao elemento ar, que por ser invisível, acreditava-se ser a respiração do espírito; está relacionado ao poder ambivalente da mente e do pensamento. O ar simboliza os domínios da mente o poder ambivalente que consegue penetrar nos cantos mais escuros e incompreensíveis de uma situação e a capacidade de  conceitualização que confere estrutura e significado à vida. O naipe de Espada descreve o desenvolvimento da nossa faculdade racional em suas formas mais nítidas e obscuras através dos conflitos e dos desentendimentos causados pelas palavras, através da claridade e da compreensão que a mente oferece.

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No tarô, o naipe de Copas é ligado ao elemento água da qual dizem ter surgido a vida e ao mundo dos sentimentos, sendo o símbolo da taça relacionado ao coração, como receptáculo das nossas emoções. A água é fluída, disforme, mutável e vaga, ao mesmo tempo em que é forte, real e ao seu modo, tão sólida como uma rocha. O mundo dos sentimentos pode ser tão profundo e belo como o mar. Esse naipe descreve a evolução dos sentimentos na vida e o modo característico pelos quais nossas emoções se alteram e se aprofundam através das experiências. A água enquanto fluído pode ser representada pela água cristalina (amor espiritual) ou pelo vinho tinto (paixão), mas é o instrumento de nossas experiências de relacionamento.

O naipe de Paus corresponde ao elemento fogo que surgiu do nada, espontaneamente e a tudo transforma sem ser alterado. O fogo é um elemento transformador de formas, nem sólido nem líquido, volátil, um catalisador que reduz os objetos aos seus componentes primordiais e lhes altera a natureza. 

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A imaginação e a criatividade são representadas por esse fogo, que pode produzir imagens a partir do nada e transformá-las em objetos do mundo real. O símbolo do bastão está relacionado com a varinha mágica, que através do poder misterioso da imaginação pode transformar objetos e seres e estabelecer ligações que a mente comum não consegue enxergar.

A diferença fundamental entre os arcanos maiores e menores é que, nestes, as figuras e os números estão reunidos, enquanto naqueles, estão separados. Podemos dizer que os Arcanos contam a nossa jornada; falam do que está adormecido em nosso inconsciente e no Universo. Revelam a nossa busca, o que está em nossa consciência e aquilo que habita nosso lado sombrio. As lâminas contam sobre nossa capacidade de organizar o caos, nos oferecendo o respaldo dos quatro naipes, das quatro direções, dos quatros ventos, etc.

Como afirmou Jung, “o Tarô é uma rica expressão do inconsciente coletivo”. Isso porque nele se expressam uma espécie de conteúdo residual de todas as experiências da humanidade, atualizada por repetição, de maneira cíclica com o passar do tempo. Nas lâminas de Tarô temos representados: o amor materno, o impulso para a guerra, o fascínio pelo divino, etc; um sistema de representação dessas e muitas outras potencialidades humanas (arquétipos). 

Cada lâmina oferece ao indivíduo a possibilidade de refletir sobre as virtudes e dissabores da própria existência e essa reflexão pode levá-lo a tomar a decisões mais favoráveis ao próprio desenvolvimento. Os personagens, virtudes e situações descritas nas lâminas sinalizam pontos importantes da trajetória humana. 

O Tarô organiza a nossa visão do Universo e de nós mesmos, nos propicia um autoconhecimento, que é a mais importante tarefa a que devemos nos dedicar durante a vida. O jogo de Tarô é uma das ferramentas de que dispomos para ter acesso à realidade interior, um mergulho nos motivos que influenciam nossos atos, ações, pensamentos e sentimentos. 

Na Taroterapia descobrimos que o simbolismo das lâminas faz uma correlação perfeita com os conteúdos inconscientes que existem em todo ser humano independente de raça ou cultura, o inconsciente coletivo. O alvo da Taroterapia é estabelecer a relação entre esse grande inconsciente coletivo e a consciência individual do homem, pois o consciente e o inconsciente existem num estado profundo de interdependência recíproca e o bem estar de um é impossível sem o do outro. 

O autoconhecimento é uma máxima hoje em dia; “conhece-te a ti mesmo” implica no conhecimento dos inúmeros impulsos e instintos de ordem psicológica, além disso, um conhecimento de todos os ciclos de desenvolvimento atuantes dentro do indivíduo. 

Atualmente a quântica nos confirma que somos co-criadores do Universo e por isso, precisamos nos aprofundar em nós mesmos e em nosso próprio microcosmo, contribuindo assim para a melhoria da Criação divina. Urge a necessidade de se abandonar o pensamento cartesiano, a lógica onde o consciente é um simples estado de mente e espírito intelectual e racional. 

Estudos que partiram de Jung apresentam provas, extraídas de muitas experiências no trabalho com pessoas desequilibradas e com muitos conflitos (loucos, esquizofrênicos, neuróticos, etc.), de que a maior parte das formas de insanidade e desorientação mental eram causadas por um estreitamento da consciência e sua excessiva racionalização. 

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O Tarô é “mágico”. Dentre todas as lâminas do jogo, escolhemos as cartas “precisas” para ilustrar o momento em que estamos vivendo. Permite buscar um aprofundamento em nós mesmos. O oráculo funciona como uma eficaz ferramenta de acesso ao inconsciente. Todavia não se deve esperar previsões e sim, focar em esclarecimentos pertinentes ao desenvolvimento pessoal, ao autoconhecimento. 

Através das lâminas conversamos com nosso inconsciente e através de símbolos nossa visão se ilumina. Uma escolha feita, ao acaso, concede ao inconsciente um veículo para que se expresse e através da simbologia das cartas, se estabelece uma ponte de comunicação com a consciência. 

Podemos jogar sozinhos, mas não teremos as respostas porque usaremos o nosso “raciocínio” para interpretá-las e por isso cabe ao terapeuta (com o menor grau de interferência, de preconceitos e de opiniões próprias), o papel de decodificação e organização das informações.

Ao consultar o Tarô, trazemos à luz essas forças instintuais, o que nos permite compreender de que forma elas vêm influenciando nossas ações, e qual o melhor modo de agir para integrá-las ao nosso consciente. O Tarô é uma chave para o desenvolvimento pessoal, mas temos que confiar no poder de estarmos sendo guiados com sabedoria por esse invisível, pelo deus que habita dentro de nós (Namastê). 

Assim, o oráculo desmascara a nossa tentativa de controle exaustivo, mas também nos desperta a agir e dá a clareza necessária para o entendimento da postura adotada diante dos nossos objetivos, e do que precisa ser feito para que possamos alcançá-los. Aprendemos a medir nossos medos e ansiedades. 

Entendemos sobre a verdadeira função dos outros em nossa vida, e vice-versa e nos tornamos mais responsáveis pelo futuro que tanto desejamos. E sabemos que quanto maior for a sintonia entre nossas ações conscientes e os conteúdos inconscientes de nossa psique, mais harmonia, equilíbrio e serenidade estarão presentes em nossa vida.


*ATENDIMENTO 

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Bjos no Coração
Namastê
Saviitri Ananda - CRTH0230 



sábado, julho 13, 2024

MONÓLOGO DAS MÃOS

 






"MONÓLOGO DAS MÃOS"
Giuseppe Ghiaroni
Para que servem as mãos?
As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever......
As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau, salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário;
Múcio Cévola queimou a mão que, por engano não matou Porcena;
foi com as mãos que Jesus amparou Madalena;
com as mãos David agitou a funda que matou Golias;
as mãos dos Césares romanos decidiam a sorte dos gladiadores vencidos na arena;
Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência;
os anti-semitas marcavam a porta dos judeus com as mãos vermelhas como signo de morte!
Foi com as mãos que Judas pôs ao pescoço o laço que os outros Judas não encontram.
A mão serve para o herói empunhar a espada e o carrasco, a corda;
o operário construir e o burguês destruir;
o bom amparar e o justo punir;
o amante acariciar e o ladrão roubar;
o honesto trabalhar e o viciado jogar.
Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba!
Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia!
As mãos fazem os salva-vidas e os canhões;
os remédios e os venenos;
os bálsamos e os instrumentos de tortura, a arma que fere e o bisturi que salva.
Com as mãos tapamos os olhos para não ver, e com elas protegemos a vista para ver melhor.
Os olhos dos cegos são as mãos.
As mãos na agulheta do submarino levam o homem para o fundo como os peixes;
no volante da aeronave atiram-nos para as alturas como os pássaros.
O autor do "Homo Rebus" lembra que a mão foi o primeiro prato para o alimento e o primeiro copo para a bebida;
a primeira almofada para repousar a cabeça, a primeira arma e a primeira linguagem.
Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas.
A mão aberta, acariciando, mostra a bondade;
fechada e levantada mostra a força e o poder;
empunha a espada a pena e a cruz!
Modela os mármores e os bronzes;
da cor às telas e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia nas formas eternas da beleza.
Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza;
doce e piedosa nos afetos medica as chagas, conforta os aflitos e protege os fracos.
O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento de felicidade.
O noivo para casar-se pede a mão de sua amada;
Jesus abençoava com a s mãos;
as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes.
Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica, ainda por muito tempo agitando o lenço no ar.
Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias.
E nos dois extremos da vida, quando abrimos os olhos para o mundo e quando os fechamos para sempre ainda as mãos prevalecem.
Quando nascemos, para nos levar a carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino.
E no fim da vida, quando os olhos fecham e o coração pára, o corpo gela e os sentidos desaparecem, são as mãos, ainda brancas de cera que continuam na morte as funções da vida.
E as mãos dos amigos nos conduzem...
E as mãos dos coveiros nos enterram!

sexta-feira, julho 12, 2024

A VIDA SEGUNDO GANDHI

 





Se cada um de nós pudesse retomar (e colocar em prática) o melhor dos mais destacados pensadores, com certeza a humanidade iria em outra direção. Mohandas Karamchand Gandhi foi um ativista político como poucos, cujo exemplo praticamente não encontrou comparação. Como um pensador consequente, Gandhi não só se dedicou a expor suas ideias, senão que, além disso, foi o próprio exemplo delas, levando uma vida pacífica, simples e solidária com os mais necessitados de seu país, a Índia.
Alguns dos pensamentos mais notáveis desta grande referência moral a quem, comumente, chamamos “Mahatma” (“alma grande”).

AMOR, VIDA E PERDÃO
Gandhi falava de amor como sentimento humano; não se referia somente ao amor entre casais, falava sobre os filhos, os amigos, os vizinhos, o amor universal para com todo o gênero humano. Ele se comparava como exemplo, sendo solidário com seus congêneres humildes e em desgraça. Também professava o perdão como “um atributo dos valentes”, enfatizando que “o fraco nunca pode perdoar”. Você já conheceu pessoas que preferem viver no ressentimento, antes de perdoar aqueles que as ofenderam? Gandhi perdoava seus perseguidores e tinha o valor de defender seus princípios para seguir seus ideais.

O PRODUTO DA TERRA E A COBIÇA DO HOMEM
Gandhi sempre viveu em humildade, sem ostentações e com uma grande simplicidade. Uma de suas máximas era que “a terra oferece o suficiente para satisfazer a necessidade humana, mas não a cobiça do homem”. A devastação de terras e a super exploração de recursos são uma amostra do que Gandhi queria expressar com esta simples frase.

AS RELIGIÕES E SEUS SEGUIDORES
Hoje em dia existem milhares de religiões com os melhores princípios. Mahatma Gandhi falava das contradições nas quais costumam cair os praticantes de qualquer religião, que se comportam de maneira contrária ao que indica a religião que professam. Gandhi dizia: “Seu Cristo me agrada, mas não seus cristãos, porque eles não se parecem com seu Cristo”.

PERSEVERANÇA PARA ALCANÇAR SEU PROPÓSITO
Muitas pessoas ficam na metade do caminho de sua meta quando encontram obstáculos. Não são capazes de avançar em meio as adversidades e preferem desistir. Em uma de suas máximas, Gandhi expressa os passos para conseguir o que você propõe a si mesmo: “Primeiro lhe ignoram, logo riem e depois lutam contra você. No final, você ganha.”

VOCÊ TEM CONSCIÊNCIA DO QUE PENSA?
Falar e fazer nem sempre andam juntos. Com certeza, você já encontrou indivíduos que se dizem pacíficos, mas que não agem de acordo com seus dizeres. Ou aqueles que se dizem humildes, mas são ostentosos. Mas também há aqueles que desfrutam a vida fazendo exatamente o que dizem, e parecem ser os que vivem de maneira mais harmoniosa. Era a isso que Gandhi se referia quando dizia: “A felicidade é quando o que você pensa, diz e faz concordam em harmonia”.



A VINGANÇA CEGA O MUNDO
Vingar-se contra aqueles que te ofenderam nem sempre é a melhor situação. Na maioria das vezes, a vingança gera mais violência e tem um problema: nunca acaba. Gandhi refletia sobre isso: “Seguir a lei do olho por olho termina cegando o mundo”.
VOCÊ CONSEGUE IMAGINAR COMO SERIA O MUNDO SE TODOS SEGUISSEM ESSAS MÁXIMAS?

FONTE: https://amentemaravilhosa.com.br

ATMA - MÔNODA

 


Esse é um conceito muito difícil de ser explicado. A Mônada seria Luz suprema, a Força maior, a Perfeição que buscamos na nossa evolução. Dentro do pouco que eu sei, vejo o conceito como algo semelhante a “atma”. Atma em sânscrito significa sopro vital, alma. Dentro da teosofia a Mônada representa o 7º princípio na constituição setenária do ser humano, ou seja, nosso mais elevado princípio, a Essência Divina, sem forma e indivisível. O Atma é a ideia abstrata do Eu Superior, do Eu Sou que não difere de tudo o que está no Universo, exceto pela autoconsciência. Para a teosofia, cada ser humano possui um espírito individual, um atma, que é um reflexo do “Deus que habita em nós”, da Alma Universal. Dentro da tradição Vedanta “atma” é usado para identificar a alma individual, o Eu verdadeiro.

Algumas citações de Heidegger, nas primeiras páginas de “Ser e Tempo” mencionam: “(...) nós não nos relacionamos apenas com o ente, somos ao mesmo tempo, nós mesmos ente.”; ou ainda: O “Ser” é o conceito “mais universal”, é indefinível, e ao mesmo tempo, é o conceito evidente por si mesmo.  A questão e o sentido do ser aparecem, bem como os desafios de angariar um método capaz de pelo menos, apreender a própria questão. Estas dificuldades de análise, apreensão e compreensão dos fenômenos e seus fundamentos, desvelam-se no paradoxo em que surge o ser que: aparecendo se esconde; esclarecendo se obscurece; e compreendido se torna indeterminado. Na verdade caminhamos e buscamos um relacionamento que nós ainda não temos pois se “nós nos relacionamos com o ente, a ele nos reduzimos, nele nos perdemos, por ele somos dominados e possuídos.”


 Ainda é muito difícil via palavras e números explicar o que é a Mônada. Ler Heidegger ajuda um pouco. Seu conceito de mônada diz:  “(...) mônada é o elemento unificador simplesmente originário que previamente individualiza e separa”, ou seja,  corresponde ao cerne que deve ser investigado. Tanto para a filosofia como para a ciência, a mônada é o elemento que garante a existência e a unicidade (princípio de identidade dos indiscerníveis) e seu lugar no cosmos, tendo em vista a identidade e a diferença dos elementos substanciais que compõem o mundo. É certo que todos nós gostaríamos de trilhar a senda que nos conduza à liberação final; mas é preciso muito mais que força de vontade. Nossos Mestres e Guias, mensageiros que vem do alto, sempre tentaram sinalizar com exatidão, o caminho árduo que nos conduz à autêntica e legítima felicidade. Todavia ainda são poucos de nós que nos “aventuramos” em busca de nossa divindade. No Mundo vivem “mestres” de toda espécie, sacerdotes, místicos, videntes, gurus, etc; pessoas que aceitariam qualquer conceito ou opinião, menos que estão perdidas e que seguem a pelo caminho da maldade.

A Mônada é o ser que representa de uma forma viva a totalidade, fazendo parte desta, mas por sua vez, incapaz de hauri-la em sua plenitude. Somente sua condição finita, limitada e possível lhe dá uma ideia do todo, que se fragmenta de forma inevitável pela condição ontológica constituinte dos seres. A Mônada é o ser que representa de uma forma viva a totalidade, fazendo parte desta, mas por sua vez, incapaz de hauri-la em sua plenitude. Somente sua condição finita, limitada e possível lhe dá uma ideia do todo, que se fragmenta de forma inevitável pela condição ontológica constituinte dos seres.  Devemos estar cientes de que somos indivíduos a compartilhar do mesmo mundo, porém com impressões capazes de expressarem-se, mas impotentes no tocante a um compartilhamento efetivo entre as partes. Nós só podemos nos doar mediante a nossa capacidade plena de nos organizarmos em nossas partes. Esta ordem respeitada acarreta inevitavelmente na existência.  Cada parte nossa, experimenta o mundo à sua maneira, permanecendo isolada e solitária nesta ação inevitável enquanto capazes de nos manterem viventes no mundo; a unidade não é senão, uma capacidade plena de apreender algum aspecto da totalidade de forma ordenada, por vezes distinta e não confusa.


 “Se antes pusemos de lado a conexão com a criação, isto ocorreu porque no caso se trata apenas como uma explicação dogmática. O sentido metafísico, entretanto, que na caracterização da mônada como criada é expresso, é a finitude.”       
                                       Heidegger                                                                                                                    

Nesse período de grandes transformações, muitas pessoas estão atingindo uma consciência mais elevada e assim, atravessam uma ponte que as direciona para uma nova realidade. Depois de completar o ciclo de existências no mundo físico tridimensional, deixam de se tornar formas físicas humanas para ascenderem a uma dimensão superior e se tornarem corpos de Luz ou submergirem para uma dimensão inferior no reino mineral. A realidade das várias existências que são atribuídas a todo Ser vivente. Na “japamala”, as 108 contas do colar de Buda, vem nos recordar dessa caminhada e dos poderes da Kundakini, a Serpente Ígnea de nossos mágicos poderes, que intenta conseguir nossa auto-realização íntima durante o curso das várias existências, que a cada um de nós é atribuída. Dentro desse ciclo de vidas sucessivas, temos inumeráveis oportunidades para a auto-realização e devemos nos esforçar para melhorar a cada vida vivida.

Mestre Sananda dizia: “De mil que me buscam, um encontra; de mil que me encontram, um me segue; de mil que me seguem, um é meu.” No Bhagavad-Gita encontramos uma citação bem semelhante: “Entre milhares de homens, talvez um intente chegar à perfeição; entre os que intentam, possivelmente, um atingirá a perfeição; e, entre os perfeitos, quiçá um me conhece perfeitamente”.




Nossa caminhada é no sentido de buscar nossa reintegração com o Divino, em fazer a “reconexão” através da volta ao nosso estado de alma pura, do encontro com a nossa divindade. Com o reingresso a este estado, novamente nos serão atribuídas várias existências que, se não aproveitadas devidamente, nos conduzirão pelo caminho descendente de regresso a Força Criadora. A mônada não é alma em sua essência metafísica, mas dá-se o contrário: alma é uma possível modificação da Mônada. A pulsão não é um acontecer que ocasionalmente também representa; ela é por natureza representadora e a estrutura do próprio acontecer pulsivo se caracteriza pelo abrir dimensões.

Na verdade esse é um assunto difícil de ser abordado com palavras e números, como diz Mestre Seraphis “palavras e números são fontes de mal entendidos”. Costumo frisar em todos os artigos que nosso mais grave problema é a instituição do pensamento cartesiano que nos leva a racionalizar muito e sentir muito pouco Creio que palavras e números são coisas das quais nós humanos precisamos, mas pessoalmente não os acho corretos. Em todo caso, os livros sagrados, seja de que religião forem, se referem ao fato de que a toda Essência, a todo Ser, a toda Alma, são atribuídas sempre milhares de ciclos de manifestação cósmica e àqueles que fracassam, que não sabem aproveitar as inumeráveis oportunidades que estes períodos conferem, ficarão para sempre excluídos da maestria, daquela energia imortal que todos levamos dentro de nós, da Mônada sublime.


Por isso, devemos estar atentos aos “falsos profetas”, àqueles “equivocados sinceros”; é inquestionável que ninguém pensa de sua seita o pior, todos sempre pensam que vão muito bem e estão convencidos com as palavras dos “cegos guias de cegos” e como pode-se fazer com que essas pessoas compreendam que vão mal?  Como fazê-las entender que o caminho que seguem as afasta da ascensão tão buscada? Apenas com muito Amor, Humildade e Paciência pode-se despertar a conscientização dessas pessoas, pois só despertando a Consciência poderemos ver o caminho ansioso, estreito e difícil que conduz à Luz.  

A mente não pode reconhecer o que jamais conheceu e por isso urge a necessidade de autoconhecimento; pois o entendimento vai do conhecido ao conhecido, move-se dentro de um círculo vicioso, e sucede que a verdade é o desconhecido de instante em instante. Deve-se refletir  que a mente pode aceitar ou recusar o que queira, crer ou duvidar, porém, jamais poderá conhecer o real.



Há que se ter muito cuidado para chegarmos a nossa Mônada, pois mestres, profetas e falsos livros sagrados existem por todo canto através do mundo. Eles circulam por todos os lugares e servem de exemplo e fundamento para a maioria dos cultos religiosos. E em se tratando dos conceitos pregados por esses livros, perguntaria: quem os entende? Não é difícil constatar que o “que está escrito” nem sempre é “bem compreendido”, basta ver quantas “religiões” foram criadas através da interpretação dos quatro evangelhos cristãos. As pessoas só se limitam a crer ou a negar; se houvesse uma plena consciência, do amor crístico pregado nesses livros, com certeza não existiriam tantas religiões ou seitas  e que se compreenderia melhor o que é o Amor Incondicional. Na verdade, haveria uma só religião crística, uma religião cósmica e universal, onde todas as pessoas estariam conscientes da necessidade da universalidade e do amor crístico.


A mônada se apresenta como pura possibilidade, capaz de dar conta da infinidade de arranjos que nos compõem no mundo. Quando o ser da mônada se agrega e coloca-se em estado de composição, o ente aparece e mantém-se fundamentado por este pequeno universo que acaba de constituí-lo. A lógica da existência obedece à uma ordem de composição dos elementos agregados e aquilo que, enquanto existentes tiveram a possibilidade de manifestar. Leibniz declara que: “(...) como todo o estado presente de uma substância simples é uma continuação natural do seu estado passado, assim também o presente está prenhe do futuro.”

O tempo está se escoando com uma rapidez que aterra e por isso, precisamos desenvolver nossa Consciência. O descenso das ondas humanas no interior do organismo planetário realiza-se baixando pelas escalas animal e vegetal, até ingressar definitivamente no estado mineral, no próprio centro do planeta Terra. É no próprio centro deste planeta onde milhões de humanoides passam por essa morte da qual se fala no Apocalipse. A destruição do si mesmo, a aniquilação do ego, a dissolução do si mesmo nas regiões submersas, é absolutamente indispensável para a destruição do mal dentro de cada um de nós. Só mediante a morte do ego faz-se possível à liberação final da Essência. Então esta ressurge, sai à superfície planetária, à luz do Sol, para reiniciar um novo processo evolutivo dentro da roda da Vida. Assim, as Mônadas sem maestria, aquelas que não conseguirem ou não quiserem, ficam excluídas de toda escala hierárquica. Quando alguma Mônada, quando alguma centelha divina quer de verdade alcançar o sublime estado de Mônada Mestre, é indubitável que trabalha então a sua Essência, despertando, nesta alma, infinitos anelos de espiritualidade.


Temos toda a energia positiva a nosso dispor e podemos alcançar nosso estado sublime através do autoconhecimento. Devemos trabalhar com afinco e com esse propósito. Trabalhar nossa Essência é exaustivo, cansativo mais muito necessário. O Amor vence todos os obstáculos, principalmente se amamos a nós mesmos. Mestre Sananda pregou “ama ao próximo como a ti mesmo”, e friso mais uma vez: quem não se ama, não pode amar ninguém e nem evoluir. Nossa evolução depende, primeiro e antes de tudo, do amor próprio no sentido de nos perdoarmos, de nos amarmos para que assim, centrados, possamos perdoar e amar a todos.

Bjos no Coração
Abraço na Alma
Namastê!
Saviitri Ananda - CRTH/BR0230

Saviitri Ananda

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Itapoá, Santa Catarina, Brazil
Sou ENLAÇADOR DE MUNDOS MAGNÉTICO. Uma eterna buscadora... metamorfose ambulante...senhora de mim. Depois de me conhecer, nada será como antes porque sou a Morte e o Renascimento. Sem verdades absolutas, pulso com o Universo, buscando construir pontes entre os Mundos. Inimitável e sem limites... quântica. Me reconstruo a cada dia, sou mudança, transformação, sincronia. Funciono como equalizador, restaurando o equilíbrio através da Luz, da qual sou canal. O meu grande "tesouro" é a sabedoria, a arte de enlaçar mundos, destruir ilusões e libertar do medo todo aquele que se dispõe a escutar o que eu revelo.Transmutar, transpor, renascer são os meus verbos. In Lak'esh