quarta-feira, julho 17, 2024

KIN 11 - MACACO ESPECTRAL

 


O Macaco Azul é o artesão, o costureiro do tempo, o escriba, o brincalhão da ilusão mágica e a sua energia é conhecida por tecer novos padrões, soluções criativas e expressões ou invenções artísticas. O Macaco nos lembra que somos todos crianças do universo que vieram aqui para brincar com a mágica de cada dia em que estamos imersos. Quando acolhemos a espontaneidade e encaramos a brincadeira como uma parte essencial da totalidade da nossa vida, encontramos cura, liberdade e alegria. Neste dia, precisamos ficar atentos ao modo como direcionamos nossa energia. Precisamos estar vigilantes pois ultimamente estamos recebendo uma grande quantidade de mensagens e informações através, principalmente, da Internet, porém, o que é realmente verdade, ilusão ou apenas o aproveitamento da credibilidade alheia para inundar a mente de medo? Precisamos estar receptivos às mensagens, todavia é preciso receber essas mensagens com o coração e visão aberta, pois a busca de cada um se torna cada vez mais intensa e, essa exploração de espaços, pode ser muito perigosa, podendo nos conduzir ao medo, superstição ou descrença. É necessário que fiquemos atentos aos sinais que vêm do nosso Eu interior, pois só ele sabe discernir a realidade da ilusão, porque está acima do ego que foi construído através de conceitos variados acerca de tudo. Precisamos nos concentrar nos sinais, nas sincronicidades, e permitir a evolução das coisas, em nossas vidas, evitando deixar as coisas estagnadas. Vamos libertar a nossa essência e exercer a nossa multidimensionalidade. 
Bjos no Coração
Namastê
Saviitri - CRTH0230

               


         
Kin 11, Macaco Espectral 
Brincar, libertando a Ilusão com o poder da Magia
O Tom Espectral (BULUC) representa o poder da dissolução criativa e da estrutura dissonante. Aquilo que pode parecer o caos e a destruição pode ser, na verdade, uma força necessária para liberar e libertar estruturas e paradigmas rígidos. Conforme liberto o que já não me serve mais, crio novas oportunidades para novos conhecimentos surgirem. O tom Espectral tira-me da rotina, deixando-me livre de expectativas e noções pré-definidas, libertando-me num espectro de possibilidades! O poder espectral encaminha-me para dissolver conceitos fixos, medos ou padrões instalados na minha mente. O Tom Espectral declara: “Eu atraio as reviravoltas e descobertas, eu dissolvo identidades, eu abro espaço para novos modelos, eu manejo a dissonância como uma força que liberta, eu dissolvo crenças limitantes e construo – sem caixas, sem separações, sem fronteiras”.
O Macaco (CHUEN) pede-me para romper com as estruturas, as imagens e as crenças que já não me servem. A energia do Macaco convida-me a proceder de forma espontânea e imprevisível, a sorrir, a não ficar tão sério, a acreditar na magia do momento. Observo o que se liberta com a espontaneidade. A realização pode ser prazerosa.
Lembro-me de há perfeição em tudo e que tudo o que me acontece é perfeito. À medida que caem as muralhas, revela-se o meu sorriso e a luz da minha Essência aparece. Exploro a minha criatividade e a pessoa brincalhona que há em mim, em vez de tentar pensar racionalmente. Pode surgir uma resposta quando menos espero. Pinto a minha cara com o improvável, torno-me o palhaço. Se estou numa situação difícil, abro espaço para o humor. Quando as coisas parecem ser demasiado complexas, simplifico. Faço surgir a criança em mim e deixo que ela dance, que desenhe colorido, cante, ria e brinque. Estas actividades são para as crianças divinas de todas as idades. O único momento é agora. Vivo os meus sonhos e visões, vendo que tudo é sagrado e, por natureza, alegre e divertido. Como criança divina, ando novamente pelo caminho da inocência recuperada. Retiro a mascara da preocupação e reclamo a minha plenitude. Lembro-me de que, como criança divina, não tenho de fazer nada, nem ser nada, a não ser incorporar a sensível presença do amor.
Deixo ir! Absorvo a vida, absorvo novos ares. Sou flexível ao fluxo sem forma do universo. Permito que o meu foco cubra um vasto alcance. Dissolvo sentimentos que me limitam. Acolho a espontaneidade e os desvios inesperados. Desfaço, quebro, misturo tudo! Permito que a minha energia viaje para onde for necessário. Liberto-me de todas as fronteiras, crenças, estruturas e limitações. Sou verdadeiramente livre. Trago a energia da liberação a todas as áreas da minha vida que precisam ser preenchidas com liberdade. Acredito que tudo é possível, que existo num universo ilimitado. Dissolvo todas as formas de pensamento de derrota e hábitos que me tirem o poder. Deixo ir ou abro mão de qualquer coisa que me impeça de fazer brilhar a minha luz.
“Inocente e espontâneo, dissolvo minhas estruturas e consigo liberar-me.”
Kin 11, Macaco Espectral Azul
Dissolvo com o fim de brincar
Libertando a ilusão
Selo o processo da magia
Com o tom Espectral da liberação
Eu sou guiado pelo meu próprio poder duplicado
TOM 11: Espectral (BULUC) – Como libertar e deixar ir?
PODER – Dissolve | AÇÃO – Libera | ESSÊNCIA – Libertação
SELO 11 – Macaco Azul (CHUEN)
PODER – Magia | AÇÃO – Brincar | ESSÊNCIA – Ilusão
Castelo Vermelho Leste do Girar  -  Gênese do Dragão  -  Macaco Azul  -  Onda Encantada 1 do Dragão Vermelho
Tom Espectral


                

domingo, julho 14, 2024

KIN 8 - ESTRELA GALACTICA

                                           


A Estrela é a maior expressão da harmonia, da beleza e da arte e quando brilha com intenção, torna-se uma ferramenta de manifestação ilimitada, transcende definições e é medida por sentimentos e inspiração. A  energia deste Kin, em sua essência, traz emanações vibracionais produzidas por combinações benéficas e transmite prazer na beleza da sua expressão. Vamos explorar nossas  tendências criativas e permitir que a estética da nossa naturezas inspire nossos sentidos e visões. A Estrela inicia uma série de harmonias complexas porque completa uma oitava e a nível espiritual, inicia um desenvolvimento de um ser mais elevado. O Kin da Estrela é de uma frequência mais alta que os anteriores e traz uma grande oportunidade para nós ativarmos nossa luz interna, através da cor amarelo-dourado, nos preparando para um novo ciclo de , mais oportunidades de aperfeiçoamento e aprendizado. Vamos trazer a harmonia para nossas vidas, procurando não  nos sintonizar com sentimentos, atitudes e pensamentos negativos. Vamos nos permitir o brilho no olhar, na aura, iluminando com  pureza, transmitindo sempre a Luz , com sinceridade e humildade, transcendendo a vida  tridimensional para alcançar a harmonia numa dimensão superior. Vamos visualizar o arco-íris e trazê-lo para dentro de nós e depois expandir esta Luz  para toda Gaya. Estejamos conscientes que a verdadeira iluminação está em conhecermos a nós mesmos e para isso é necessário uma autocompreensão. Temos a força do Sol Central em nós e devemos  ativar este brilho através de pulsos harmônicos e assim darmos mais um salto quântico e partirmos para um novo começo.


                                         
                  


Kin 8, Estrela Galáctica Amarela
Embelezar, Modelando a Arte com o poder da Elegância

O Tom Galáctico (UAXAC) convida-me a alinhar a minha conduta com a minha integridade. Isso significa estabelecer uma harmonia interior, na qual posso modelar genuinamente as verdades e os ideais em que acredito. Uma boa definição de “integridade” é “o estado de estar inteiro e completo, indiviso”. O tom Galáctico lembra-me que integridade requer consistência e aderência à sabedoria e graciosidade dos meus valores. A harmonização não requer compromisso, mas sim flexibilidade e disposição para me submeter a conhecer outras pessoas, para deixar ir qualquer apego pessoal.

A Estrela Amarela (LAMAT) é o agente da harmonia, declara a arte como o presente omnipresente do Criador. Arte é a forma como saúdo o dia, como respondo e interajo com os elementos na minha vida. A arte existe como uma oportunidade universal de criatividade, inovação e expressão; representa a linguagem da alma. A arte, como o exército da beleza, está naturalmente a acontecer, e quando é realçada com intenção, torna-se uma ferramenta de manifestação ilimitada, transcende definições e é medida por sentimentos e inspiração. Em essência, arte, beleza e elegância são emanações vibracionais produzidas por combinações benéficas, emergindo da minha síntese consciente. A Estrela Amarela transmite prazer na beleza da sua expressão. Exploro as minhas tendências criativas. Permito que a estética da minha natureza inspire os meus sentidos e visões artísticas; permito que a graça e a harmonia guiem o meu caminho.
Cada um de nós tem uma conduta de harmonia e serve de modelo para os outros, inspirando o estabelecimento da cultura galáctica e pondo em prática o potencial harmônico da nossa sociedade global. Integridade é decorrente do conhecimento de mim mesmo e de um senso de reverência por toda a vida. Significa fazer o melhor, mas também aceitar as minhas imperfeições humanas, harmonizando os dois aspectos. Desenvolvo uma relação de integridade com o meu espírito, comprometo-me a viver minha verdade e sou um modelo para os outros.

“Posso tecer a arte dos meus pensamentos para explorar livremente.”

Kin 8, Estrela Galáctica Amarela

Eu harmonizo com o fim de embelezar
Modelando a arte
Selo o armazém da elegância
Com o tom galáctico da integridade
Eu sou guiado pelo poder do livre-arbítrio

TOM 08: Galáctico (UAXAC) – Como integrar a forma?
PODER – Harmoniza 
| AÇÃO – Modela 
| ESSÊNCIA – Integridade                                                                                           

SELO 08 – Estrela Amarela (LAMAT)
PODER – Elegância 
| AÇÃO – Embelezar 
| ESSÊNCIA – Arte

sábado, julho 13, 2024

MONÓLOGO DAS MÃOS

 






"MONÓLOGO DAS MÃOS"
Giuseppe Ghiaroni
Para que servem as mãos?
As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever......
As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau, salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário;
Múcio Cévola queimou a mão que, por engano não matou Porcena;
foi com as mãos que Jesus amparou Madalena;
com as mãos David agitou a funda que matou Golias;
as mãos dos Césares romanos decidiam a sorte dos gladiadores vencidos na arena;
Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência;
os anti-semitas marcavam a porta dos judeus com as mãos vermelhas como signo de morte!
Foi com as mãos que Judas pôs ao pescoço o laço que os outros Judas não encontram.
A mão serve para o herói empunhar a espada e o carrasco, a corda;
o operário construir e o burguês destruir;
o bom amparar e o justo punir;
o amante acariciar e o ladrão roubar;
o honesto trabalhar e o viciado jogar.
Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba!
Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia!
As mãos fazem os salva-vidas e os canhões;
os remédios e os venenos;
os bálsamos e os instrumentos de tortura, a arma que fere e o bisturi que salva.
Com as mãos tapamos os olhos para não ver, e com elas protegemos a vista para ver melhor.
Os olhos dos cegos são as mãos.
As mãos na agulheta do submarino levam o homem para o fundo como os peixes;
no volante da aeronave atiram-nos para as alturas como os pássaros.
O autor do "Homo Rebus" lembra que a mão foi o primeiro prato para o alimento e o primeiro copo para a bebida;
a primeira almofada para repousar a cabeça, a primeira arma e a primeira linguagem.
Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas.
A mão aberta, acariciando, mostra a bondade;
fechada e levantada mostra a força e o poder;
empunha a espada a pena e a cruz!
Modela os mármores e os bronzes;
da cor às telas e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia nas formas eternas da beleza.
Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza;
doce e piedosa nos afetos medica as chagas, conforta os aflitos e protege os fracos.
O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento de felicidade.
O noivo para casar-se pede a mão de sua amada;
Jesus abençoava com a s mãos;
as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes.
Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica, ainda por muito tempo agitando o lenço no ar.
Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias.
E nos dois extremos da vida, quando abrimos os olhos para o mundo e quando os fechamos para sempre ainda as mãos prevalecem.
Quando nascemos, para nos levar a carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino.
E no fim da vida, quando os olhos fecham e o coração pára, o corpo gela e os sentidos desaparecem, são as mãos, ainda brancas de cera que continuam na morte as funções da vida.
E as mãos dos amigos nos conduzem...
E as mãos dos coveiros nos enterram!

sexta-feira, julho 12, 2024

A VIDA SEGUNDO GANDHI

 





Se cada um de nós pudesse retomar (e colocar em prática) o melhor dos mais destacados pensadores, com certeza a humanidade iria em outra direção. Mohandas Karamchand Gandhi foi um ativista político como poucos, cujo exemplo praticamente não encontrou comparação. Como um pensador consequente, Gandhi não só se dedicou a expor suas ideias, senão que, além disso, foi o próprio exemplo delas, levando uma vida pacífica, simples e solidária com os mais necessitados de seu país, a Índia.
Alguns dos pensamentos mais notáveis desta grande referência moral a quem, comumente, chamamos “Mahatma” (“alma grande”).

AMOR, VIDA E PERDÃO
Gandhi falava de amor como sentimento humano; não se referia somente ao amor entre casais, falava sobre os filhos, os amigos, os vizinhos, o amor universal para com todo o gênero humano. Ele se comparava como exemplo, sendo solidário com seus congêneres humildes e em desgraça. Também professava o perdão como “um atributo dos valentes”, enfatizando que “o fraco nunca pode perdoar”. Você já conheceu pessoas que preferem viver no ressentimento, antes de perdoar aqueles que as ofenderam? Gandhi perdoava seus perseguidores e tinha o valor de defender seus princípios para seguir seus ideais.

O PRODUTO DA TERRA E A COBIÇA DO HOMEM
Gandhi sempre viveu em humildade, sem ostentações e com uma grande simplicidade. Uma de suas máximas era que “a terra oferece o suficiente para satisfazer a necessidade humana, mas não a cobiça do homem”. A devastação de terras e a super exploração de recursos são uma amostra do que Gandhi queria expressar com esta simples frase.

AS RELIGIÕES E SEUS SEGUIDORES
Hoje em dia existem milhares de religiões com os melhores princípios. Mahatma Gandhi falava das contradições nas quais costumam cair os praticantes de qualquer religião, que se comportam de maneira contrária ao que indica a religião que professam. Gandhi dizia: “Seu Cristo me agrada, mas não seus cristãos, porque eles não se parecem com seu Cristo”.

PERSEVERANÇA PARA ALCANÇAR SEU PROPÓSITO
Muitas pessoas ficam na metade do caminho de sua meta quando encontram obstáculos. Não são capazes de avançar em meio as adversidades e preferem desistir. Em uma de suas máximas, Gandhi expressa os passos para conseguir o que você propõe a si mesmo: “Primeiro lhe ignoram, logo riem e depois lutam contra você. No final, você ganha.”

VOCÊ TEM CONSCIÊNCIA DO QUE PENSA?
Falar e fazer nem sempre andam juntos. Com certeza, você já encontrou indivíduos que se dizem pacíficos, mas que não agem de acordo com seus dizeres. Ou aqueles que se dizem humildes, mas são ostentosos. Mas também há aqueles que desfrutam a vida fazendo exatamente o que dizem, e parecem ser os que vivem de maneira mais harmoniosa. Era a isso que Gandhi se referia quando dizia: “A felicidade é quando o que você pensa, diz e faz concordam em harmonia”.



A VINGANÇA CEGA O MUNDO
Vingar-se contra aqueles que te ofenderam nem sempre é a melhor situação. Na maioria das vezes, a vingança gera mais violência e tem um problema: nunca acaba. Gandhi refletia sobre isso: “Seguir a lei do olho por olho termina cegando o mundo”.
VOCÊ CONSEGUE IMAGINAR COMO SERIA O MUNDO SE TODOS SEGUISSEM ESSAS MÁXIMAS?

FONTE: https://amentemaravilhosa.com.br

ATMA - MÔNODA

 


Esse é um conceito muito difícil de ser explicado. A Mônada seria Luz suprema, a Força maior, a Perfeição que buscamos na nossa evolução. Dentro do pouco que eu sei, vejo o conceito como algo semelhante a “atma”. Atma em sânscrito significa sopro vital, alma. Dentro da teosofia a Mônada representa o 7º princípio na constituição setenária do ser humano, ou seja, nosso mais elevado princípio, a Essência Divina, sem forma e indivisível. O Atma é a ideia abstrata do Eu Superior, do Eu Sou que não difere de tudo o que está no Universo, exceto pela autoconsciência. Para a teosofia, cada ser humano possui um espírito individual, um atma, que é um reflexo do “Deus que habita em nós”, da Alma Universal. Dentro da tradição Vedanta “atma” é usado para identificar a alma individual, o Eu verdadeiro.

Algumas citações de Heidegger, nas primeiras páginas de “Ser e Tempo” mencionam: “(...) nós não nos relacionamos apenas com o ente, somos ao mesmo tempo, nós mesmos ente.”; ou ainda: O “Ser” é o conceito “mais universal”, é indefinível, e ao mesmo tempo, é o conceito evidente por si mesmo.  A questão e o sentido do ser aparecem, bem como os desafios de angariar um método capaz de pelo menos, apreender a própria questão. Estas dificuldades de análise, apreensão e compreensão dos fenômenos e seus fundamentos, desvelam-se no paradoxo em que surge o ser que: aparecendo se esconde; esclarecendo se obscurece; e compreendido se torna indeterminado. Na verdade caminhamos e buscamos um relacionamento que nós ainda não temos pois se “nós nos relacionamos com o ente, a ele nos reduzimos, nele nos perdemos, por ele somos dominados e possuídos.”


 Ainda é muito difícil via palavras e números explicar o que é a Mônada. Ler Heidegger ajuda um pouco. Seu conceito de mônada diz:  “(...) mônada é o elemento unificador simplesmente originário que previamente individualiza e separa”, ou seja,  corresponde ao cerne que deve ser investigado. Tanto para a filosofia como para a ciência, a mônada é o elemento que garante a existência e a unicidade (princípio de identidade dos indiscerníveis) e seu lugar no cosmos, tendo em vista a identidade e a diferença dos elementos substanciais que compõem o mundo. É certo que todos nós gostaríamos de trilhar a senda que nos conduza à liberação final; mas é preciso muito mais que força de vontade. Nossos Mestres e Guias, mensageiros que vem do alto, sempre tentaram sinalizar com exatidão, o caminho árduo que nos conduz à autêntica e legítima felicidade. Todavia ainda são poucos de nós que nos “aventuramos” em busca de nossa divindade. No Mundo vivem “mestres” de toda espécie, sacerdotes, místicos, videntes, gurus, etc; pessoas que aceitariam qualquer conceito ou opinião, menos que estão perdidas e que seguem a pelo caminho da maldade.

A Mônada é o ser que representa de uma forma viva a totalidade, fazendo parte desta, mas por sua vez, incapaz de hauri-la em sua plenitude. Somente sua condição finita, limitada e possível lhe dá uma ideia do todo, que se fragmenta de forma inevitável pela condição ontológica constituinte dos seres. A Mônada é o ser que representa de uma forma viva a totalidade, fazendo parte desta, mas por sua vez, incapaz de hauri-la em sua plenitude. Somente sua condição finita, limitada e possível lhe dá uma ideia do todo, que se fragmenta de forma inevitável pela condição ontológica constituinte dos seres.  Devemos estar cientes de que somos indivíduos a compartilhar do mesmo mundo, porém com impressões capazes de expressarem-se, mas impotentes no tocante a um compartilhamento efetivo entre as partes. Nós só podemos nos doar mediante a nossa capacidade plena de nos organizarmos em nossas partes. Esta ordem respeitada acarreta inevitavelmente na existência.  Cada parte nossa, experimenta o mundo à sua maneira, permanecendo isolada e solitária nesta ação inevitável enquanto capazes de nos manterem viventes no mundo; a unidade não é senão, uma capacidade plena de apreender algum aspecto da totalidade de forma ordenada, por vezes distinta e não confusa.


 “Se antes pusemos de lado a conexão com a criação, isto ocorreu porque no caso se trata apenas como uma explicação dogmática. O sentido metafísico, entretanto, que na caracterização da mônada como criada é expresso, é a finitude.”       
                                       Heidegger                                                                                                                    

Nesse período de grandes transformações, muitas pessoas estão atingindo uma consciência mais elevada e assim, atravessam uma ponte que as direciona para uma nova realidade. Depois de completar o ciclo de existências no mundo físico tridimensional, deixam de se tornar formas físicas humanas para ascenderem a uma dimensão superior e se tornarem corpos de Luz ou submergirem para uma dimensão inferior no reino mineral. A realidade das várias existências que são atribuídas a todo Ser vivente. Na “japamala”, as 108 contas do colar de Buda, vem nos recordar dessa caminhada e dos poderes da Kundakini, a Serpente Ígnea de nossos mágicos poderes, que intenta conseguir nossa auto-realização íntima durante o curso das várias existências, que a cada um de nós é atribuída. Dentro desse ciclo de vidas sucessivas, temos inumeráveis oportunidades para a auto-realização e devemos nos esforçar para melhorar a cada vida vivida.

Mestre Sananda dizia: “De mil que me buscam, um encontra; de mil que me encontram, um me segue; de mil que me seguem, um é meu.” No Bhagavad-Gita encontramos uma citação bem semelhante: “Entre milhares de homens, talvez um intente chegar à perfeição; entre os que intentam, possivelmente, um atingirá a perfeição; e, entre os perfeitos, quiçá um me conhece perfeitamente”.




Nossa caminhada é no sentido de buscar nossa reintegração com o Divino, em fazer a “reconexão” através da volta ao nosso estado de alma pura, do encontro com a nossa divindade. Com o reingresso a este estado, novamente nos serão atribuídas várias existências que, se não aproveitadas devidamente, nos conduzirão pelo caminho descendente de regresso a Força Criadora. A mônada não é alma em sua essência metafísica, mas dá-se o contrário: alma é uma possível modificação da Mônada. A pulsão não é um acontecer que ocasionalmente também representa; ela é por natureza representadora e a estrutura do próprio acontecer pulsivo se caracteriza pelo abrir dimensões.

Na verdade esse é um assunto difícil de ser abordado com palavras e números, como diz Mestre Seraphis “palavras e números são fontes de mal entendidos”. Costumo frisar em todos os artigos que nosso mais grave problema é a instituição do pensamento cartesiano que nos leva a racionalizar muito e sentir muito pouco Creio que palavras e números são coisas das quais nós humanos precisamos, mas pessoalmente não os acho corretos. Em todo caso, os livros sagrados, seja de que religião forem, se referem ao fato de que a toda Essência, a todo Ser, a toda Alma, são atribuídas sempre milhares de ciclos de manifestação cósmica e àqueles que fracassam, que não sabem aproveitar as inumeráveis oportunidades que estes períodos conferem, ficarão para sempre excluídos da maestria, daquela energia imortal que todos levamos dentro de nós, da Mônada sublime.


Por isso, devemos estar atentos aos “falsos profetas”, àqueles “equivocados sinceros”; é inquestionável que ninguém pensa de sua seita o pior, todos sempre pensam que vão muito bem e estão convencidos com as palavras dos “cegos guias de cegos” e como pode-se fazer com que essas pessoas compreendam que vão mal?  Como fazê-las entender que o caminho que seguem as afasta da ascensão tão buscada? Apenas com muito Amor, Humildade e Paciência pode-se despertar a conscientização dessas pessoas, pois só despertando a Consciência poderemos ver o caminho ansioso, estreito e difícil que conduz à Luz.  

A mente não pode reconhecer o que jamais conheceu e por isso urge a necessidade de autoconhecimento; pois o entendimento vai do conhecido ao conhecido, move-se dentro de um círculo vicioso, e sucede que a verdade é o desconhecido de instante em instante. Deve-se refletir  que a mente pode aceitar ou recusar o que queira, crer ou duvidar, porém, jamais poderá conhecer o real.



Há que se ter muito cuidado para chegarmos a nossa Mônada, pois mestres, profetas e falsos livros sagrados existem por todo canto através do mundo. Eles circulam por todos os lugares e servem de exemplo e fundamento para a maioria dos cultos religiosos. E em se tratando dos conceitos pregados por esses livros, perguntaria: quem os entende? Não é difícil constatar que o “que está escrito” nem sempre é “bem compreendido”, basta ver quantas “religiões” foram criadas através da interpretação dos quatro evangelhos cristãos. As pessoas só se limitam a crer ou a negar; se houvesse uma plena consciência, do amor crístico pregado nesses livros, com certeza não existiriam tantas religiões ou seitas  e que se compreenderia melhor o que é o Amor Incondicional. Na verdade, haveria uma só religião crística, uma religião cósmica e universal, onde todas as pessoas estariam conscientes da necessidade da universalidade e do amor crístico.


A mônada se apresenta como pura possibilidade, capaz de dar conta da infinidade de arranjos que nos compõem no mundo. Quando o ser da mônada se agrega e coloca-se em estado de composição, o ente aparece e mantém-se fundamentado por este pequeno universo que acaba de constituí-lo. A lógica da existência obedece à uma ordem de composição dos elementos agregados e aquilo que, enquanto existentes tiveram a possibilidade de manifestar. Leibniz declara que: “(...) como todo o estado presente de uma substância simples é uma continuação natural do seu estado passado, assim também o presente está prenhe do futuro.”

O tempo está se escoando com uma rapidez que aterra e por isso, precisamos desenvolver nossa Consciência. O descenso das ondas humanas no interior do organismo planetário realiza-se baixando pelas escalas animal e vegetal, até ingressar definitivamente no estado mineral, no próprio centro do planeta Terra. É no próprio centro deste planeta onde milhões de humanoides passam por essa morte da qual se fala no Apocalipse. A destruição do si mesmo, a aniquilação do ego, a dissolução do si mesmo nas regiões submersas, é absolutamente indispensável para a destruição do mal dentro de cada um de nós. Só mediante a morte do ego faz-se possível à liberação final da Essência. Então esta ressurge, sai à superfície planetária, à luz do Sol, para reiniciar um novo processo evolutivo dentro da roda da Vida. Assim, as Mônadas sem maestria, aquelas que não conseguirem ou não quiserem, ficam excluídas de toda escala hierárquica. Quando alguma Mônada, quando alguma centelha divina quer de verdade alcançar o sublime estado de Mônada Mestre, é indubitável que trabalha então a sua Essência, despertando, nesta alma, infinitos anelos de espiritualidade.


Temos toda a energia positiva a nosso dispor e podemos alcançar nosso estado sublime através do autoconhecimento. Devemos trabalhar com afinco e com esse propósito. Trabalhar nossa Essência é exaustivo, cansativo mais muito necessário. O Amor vence todos os obstáculos, principalmente se amamos a nós mesmos. Mestre Sananda pregou “ama ao próximo como a ti mesmo”, e friso mais uma vez: quem não se ama, não pode amar ninguém e nem evoluir. Nossa evolução depende, primeiro e antes de tudo, do amor próprio no sentido de nos perdoarmos, de nos amarmos para que assim, centrados, possamos perdoar e amar a todos.

Bjos no Coração
Abraço na Alma
Namastê!
Saviitri Ananda - CRTH/BR0230

domingo, julho 07, 2024

TRANSFORMAÇÕES PARA EVOLUÇÃO

 



Estamos em tempo de pandemia, vivendo um momento muito diferente de tudo o que poderíamos imaginar. Os contágios aumentam e não existem medidas de contensão que funcionem. Os políticos não sabem como gestar a pandemia e as mortes se sucedem sem controle. Um momento que mostra o descaso em relação as políticas públicas, principalmente as relacionadas à Saúde e a Educação. Todavia não são acontecimentos de um país só, são acontecimentos mundiais que mostram a deficiência dos sistemas e a ganância de seus governantes que insistem em preservar um modelo de administração que acentua as diferenças e valoriza o status quo.

Precisamos retornar ao tempo natural, ao tempo sagrado e comungar com a natureza. Durante a nossa caminhada nos desviamos para um tempo artificial, moldado, que apaga a nossa memória ancestral, nos leva a condicionamentos e a repetir loops de tempo. Vivemos num tempo artificial, moldado; uma frequência que é reforçada diariamente pela matrix, num ciclo de tempo mecanizado que não está em sincronia com nossa própria essência. Este ciclo a que estamos condicionados, nos prende a 3D e nos rouba a nossa divindade, além de nos lançar numa amnésia em relação a nossa origem e a nossa capacidade de co-criação.
Com a Lua Cheia em Touro (Wesak), iniciamos um novo movimento, um novo ciclo e temos a oportunidade de retornar ao Tempo Natural, ou como diziam os celtas: Tempo Sagrado. Um  tempo onde temos a oportunidade de nos reconectarmos à Fonte; e uma vez reconectados à esta frequência, podemos recuperar a memória de nossas origens cósmica, nossa divindade, nossos poderes de criação, nossa capacidade de agirmos com integridade. O Tempo Natural dissolve o Véu de Maia e nos brinda com um "novo olhar" uma nova maneira de perceber a vida. Passamos a olhar com os "olhos do coração" e ressonamos uma energia amorosa e íntegra; vemos um mundo novo, percebendo a arte, a beleza natural e nos desconectando de uma frequência falsa, ilusória, criada pela matrix. 

"Somos a nossa escolha" e temos a oportunidade de ingressar no Tempo Natural, num mundo novo, com uma percepção real das coisas. Gaya depende da nossa energia e temos que elevar a nossa frequência para ampliarmos a nossa visão e melhorar onde vivemos. Somos divinos, somos capazes de manter frequências mais altas, de otimizar uma benéfica transformação, de incentivar uma grande mudança coletiva, social, cultural, espiritual.
As mudanças ocorrem após crises, são muitas e diferentes e às vezes diferentes de tudo o que poderíamos imaginar. Tem coisas que acontecem, como a pandemia, que "ouvimos até falar", mas que alcançam níveis que não imaginávamos. Mas são as crises que acabam com o que não serve mais, que nos mostram o que não funciona mais e elas abrangem todos os níveis. Muitas vezes nos colocamos num estado a apatia e preferimos não enxergar, mas estão acontecendo transformações que nos levarão a novos rumos, porque apesar de toda esta energia de morte que a pandemia espalha, nós e o Planeta, estamos recebendo uma energia de Luz e conscientização que abre caminhos que não ousávamos vislumbrar.

Estas mudanças nos afetam na medida em que existem distorções de energia dentro de nós. Estas distorções de energias podem ser forma-pensamentos, crenças, coisas que acreditamos que são reais, arquétipos antigos e paradigmas a que fomos submetidos, que nos condicionaram e que ainda aceitamos como decretos e leis. O caos vem para nos desestabilizar e fazer entender que tem ainda temos uma visão deturpada, não natural; que ainda tem muita coisa artificialmente introduzida, distante do nosso modo natural de viver e, principalmente, um sistema imposto e falido que exige mudanças radicais.



Este tempo mecânico, criado e introduzido através do Calendário Gregoriano e fixado pelo relógio trouxe a nossa humanidade, consequências que tem sido duradouras, devastadoras que condicionaram gerações a uma cultura escravocrata que nos rouba a divindade, a naturalidade. Todavia , assumindo o Tempo Natural, podemos reaver a nossa integridade, a nossa Luz ofuscada por padrões impostos e a hora é Agora e o lugar é Aqui.

Somos seres de procedência divina, com corpos de energias e capacidades infinitas que ainda não conhecemos na sua totalidade, temos energia suficiente para transformar este Planeta em um paraíso, onde não existam guerras, epidemias, desigualdades sociais ou qualquer tipo de violência. Gaya é a mãe, Pachamama e nos abraça, nos acolhe, nos provem com tudo o que precisamos.  

Temos que nos centrar mais em nosso Ser, no ser que realmente somos, temos que restabelecer a conexão de energia divina com o Criador, reconhecer que existe esse algo superior e entrar em sintonia com o melhor que existe no Universo, a energia divina existe dentro de nós e forma a noosfera, e tem a capacidade de iluminar qualquer lugar no micro ou no macrocosmo.  

Nosso Eu Interior, nosso "coração", nosso "centro de vontades" deve estar sempre receptivo às energias de Luz e funcionar como um transmissor de energias sublimadas. Estas energias de Luz e Amor ressonam numa teia eterna e atingem de modo benéfico,  outros mundos, estrelas, galáxias, universos por igual. Nossa energia é essência divina, pura energia, uma força motriz com o calor de mil sois.

Assim, é muito importante assumirmos um "novo tempo", vivenciarmos a Tormenta Lunar, sabendo que depois dos abalos, vem a calmaria e a percepção real das coisas. Vamos  meditar e encontrar essa Luz que reside dentro de nosso coração, abraçar Gaya e seus seres com amor e iluminar nosso planeta. Somos o que escolhemos ser e criamos todas as situações em que vivemos. Vamos vibrar uma nova era, um novo mundo e alcançar a plenitude. Para que esta energia reverbere, é muito importante compreender que as distorções do tempo, distorcem a nossa percepção e nos engessam em frequência passadas. Ir em frente, rastrear nossos poderes divinos, voltar às nossas origens, para que possamos nos curar e curar Pachamama.

Bjos no Coração
Abraço na Alma
Namastê!
Saviitri Ananda - CRTH0230

sábado, julho 06, 2024

FELIZ CICLO DA TORMENTA LUNAR



BOM DIA! BOM DIA! BOM DIA!

Como todos sabem, eu sigo o Tzolkin e acompanho um calendário lunar (Haab), um Tempo Natural. E "oficialmente",hoje iniciamos um novo ciclo. A palavra mágica neste ciclo que iniciamos é "transmutar". Quando dominamos este ato, transformamos as nossas vidas.

Vamos nos transmutar o passado, não esquecendo que ele faz parte da nossa história, mas sem ficarmos presos a ele; porque se "estar preso ao passado" significa que perdemos a oportunidade de viver a magia do Aqui e Agora.

Vamos usufruir desta magia e nos livrar de sentimentos densos e negativos, de situações desarmônicas, de ciclos que já se fecharam, de padrões, de coisas em nossos armários, enfim e principalmente, deixemos ir, perdoemos, e recebamos a oportunidade de transcender o mundo da “mesmice”.

Sabendo que tudo na vida são ciclos, tiremos a lição apreendida, nos desapeguemos dos ciclos passados e permitamos que o caminho se abra para novos ciclos, rompendo aqueles velhos padrões e aproveitando as oportunidades para mudar.

Como li certa vez, evite:
1) a dispersão, fazendo muita coisa ao mesmo tempo
2) perder energia com bobagens
3) se estressar.

Procure pensar mais no que você está fazendo, atente para a sua intuição, se abasteça de energia para superar tendências negativas e procure ver as situações de fora em busca de soluções sábias.

FELIZ NOVO CICLO!
FELIZ ANO DA TORMENTA!
IN LACKESH!

Bjos no Coração
Abraço na Alma
Namastê!
Saviitri Ananda - CRTH0230

O POVO DA SEMENTE


Mãe Terra, recorda. Quando o filho da minha geração da Terra surgiu, as árvores e as tartarugas ofereceram mais do que o dom do conhecimento do tempo. Guiados pelo espírito da árvore e tartaruga mágica, todas as tartarugas e árvores se ofereceram como sacrifício aos humanos. Se humanos precisavam de madeira para o fogo ou construção de abrigos, a árvore estava pronta para o sacrifício. Se humano estava com fome, tartaruga ofereceu sua carne para comer. O casco da tartaruga tornou-se um instrumento musical, uma caixa de som para bater, para raspar com uma vara ou transformar-se num guizo.

Árvore e tartaruga perduraram, apesar dos seguidores do caminho da semente. O poder cósmico da tartaruga, a resistência sagrada da árvore foram sempre lembradas e homenageadas. Mas a árvore e a tartaruga também testemunharam como os seguidores do caminho da semente se esqueceram completamente do tempo sagrado, criando, em vez disso, o tempo falso.

Isto foi o que aconteceu com a entrada no esquecimento do tempo.

Lá, num lugar entre os rios, os anciãos do povo do caminho da semente encontraram-se. Conversaram entre eles e disseram:

O seguirmos o caminho da semente deu-nos muito. Nós criámos a irrigação e a agricultura. Espalhámos as nossas técnicas por toda a terra que se estende entre as montanhas e o mar. Nossos povos cresceram em número. Nossos exércitos defendem mais a terra. Realmente somos os mais fortes e poderosos sobre a Terra. Para governar nossa terra, criámos os impostos. Através dos impostos, todos, na terra, permanecem no nosso controle, e recebemos a riqueza para manter o nosso reino.

Mas há outras pessoas longe. Eles também conquistaram a terra e criaram poder entre si. Estas pessoas são inteligentes e têm conhecimento do número e do espaço.

Eles dizem que nós vivemos no espaço, e que o nosso espaço se parece com um grande círculo. Este círculo é conhecido por uma contagem de doze. Esta é uma contagem fácil. Uma contagem de doze é mais fácil do que de treze, porque pode ser dividida em muitos números. Isto é exatamente o que nós necessitamos de criar, um cronograma para os nossos impostos.

Em vez de treze luas, criaremos um ano de doze meses. Com este ano de doze meses teremos um cronograma fácil para as nossas taxas fiscais. Ao mesmo tempo da contagem dos doze também teremos a contagem de dez. Uma contagem de dez é mais simples e mais fácil do que a contagem de 20. Todos os nossos impostos serão baseados numa contagem de dez, todo o nosso tempo numa contagem de doze.

O Conselho dos anciãos da terra entre os rios terminou.

O povo da semente já se tinha desviado dos caminhos sagrados. E por isso, foi fácil de substituir treze por doze como o número cósmico do tempo. Mas esta substituição foi um erro no momento em que se espalhou e foi seguida por todas as pessoas do caminho da semente. Abandonando as contagens sagradas 13:20 pelas contagens 12 e 10, o povo da semente começou a tecer um estranho e problemático padrão na minha teia biosférica.

A partir deste novo perturbador padrão, uma sombra estranha começou a lançar-se em toda a minha teia biosférica, a sombra do falso tempo.

O círculo é plano, o tempo é redondo como uma esfera. Com base no círculo, o tempo da contagem de doze é plano, um tempo falso. Não é redondo como o das Treze Luas. Não é redondo com a Terra e o Sol.

O tempo linear de doze meses, nunca estará harmonizado, como o das Treze Luas. No tempo linear de doze meses, o número de dias para os meses é desigual e irregular. No tempo redondo das treze luas, cada lua tem exatamente 28 dias.

Um erro no tempo pode ser um erro fatal. Enquanto a minha teia biosférica continuar a pulsar sob
as treze luas, a sombra do tempo falso é lançada por um padrão que corrói a biosfera.

O padrão dos seguidores do caminho da semente passou a ser chamado de civilização. São grandes as maravilhas e glórias da civilização humana. Mas por de trás de tudo isso está o implacável padrão do tempo falso. Uma agenda fácil de cobrança de impostos, um imposto com uma fácil base para adquirir riqueza para os governantes da terra.

A civilização da contagem dos doze estabeleceu-se de diversas formas e estilos, por grandes extensões de terra, que o ser humano conhecia como o velho mundo. Onda após onda de civilização veio e foi. Em todo o caso, as bases fiscais necessitavam de se expandir. Era preciso mais terras sob o controle da civilização.

A civilização da contagem dos doze, veio, inevitavelmente, para o novo mundo, para os continentes conhecidos como as Américas. Aqui o povo da tartaruga e da árvore permanecia forte. Aqui a memória das contagens sagradas dos 13:20 mantiveram-se. Como no velho mundo, algumas dessas pessoas, também, escolheram o caminho da semente. Mas no novo mundo, a civilização desenvolveu-se no que estava enraizado nas contagens de 13:20.

Entre o povo da árvore e da tartaruga do novo mundo, ninguém melhor do que os meus filhos, os Maya guardou melhor as contagens sagradas do 13:20. Mesmo que os Mayas entrassem em decadência, lembrariam sempre a contagem dos 13:20. A sua memória de tempo estava completa. Eles seguiram um calendário sagrado chamado o tzolkin. Aqui a contagem das treze luas e dos vinte kin solares teceram juntos um maravilhoso padrão de 260 (13 vezes 20) dias. Neste padrão sagrado da lua-sol, eles entrelaçaram outro padrão cuja contagem fazia os 365 dias da órbita da Terra. Todos os 52 anos do calendário solar e calendários sagrados combinam perfeitamente.

A civilização das treze luas chegou ao fim quando a civilização dos doze chegou ao Novo Mundo. Tudo o que podia ser destruído da civilização do treze, foi destruído. Rapidamente a sombra do tempo falso se espalhou por todo o resto do planeta. Cada oceano foi navegado, cada ilha mapeada e cartografada. A biosfera converteu-se numa base de recurso para a inteligência humana.

Em seguida, veio a conclusão do acto do esquecimento do tempo, a invenção do relógio mecânico. Tal como, no calendário dos doze meses, O relógio também se baseava na contagem dos doze. O tempo linear do calendário de doze espalhou o padrão irregular da civilização e em toda a biosfera desenvolveu uma bizarra reviravolta.

Os seres humanos agora regulam-se pelo relógio. Cada vez mais rápido a criança humana corre veloz. A criança humana corre cada vez mais rápido. Quanto mais rápido correm, mais humanos aderem. Correndo rápido, desbravando a terra para mais máquinas fazerem coisas que tornem a vida mais rápida! Correndo rápido para ficar à frente, para ficar à frente de quê?

Dentro do espelhamento da sombra do tempo falso, tudo o que a criança humana fez, foi regido pelo relógio. Todos os hábitos do ser humano ficaram condicionados pelo relógio. Tudo o que é regulado pelo relógio foi convertido em dinheiro. Trabalho humano foi convertido em dinheiro. Terra e os recursos da terra foram convertidos em dinheiro. O relógio rege os humanos, os humanos correram atrás do dinheiro, o dinheiro compra o poder de transformar a biosfera.

Criança da terra hoje estás aqui. A sombra do tempo falso, espalhou-se ao longo de toda a biosfera. Florestas e animais de todos os tipos estão a desaparecer. Em todos os lugares, rios, oceanos os ares estão poluídas. A tua espécie agora, é tão dominante que existe à custa de outras espécies da minha biosfera. A teia da minha biosfera está esfarrapada. A biosfera constante está ameaçada pela minha última geração de filhos, que agora giram fora de controle!

Com o rugido e o ruído da máquina e à velocidade do relógio, Quem pode ouvir a mensagem tranquila da tartaruga e da árvore?


O círculo plano do tempo falso

nivela o tempo numa única linha
correndo para o infinito

num tempo linear
numa linha plana
Onde está o tempo para ti e para mim?

numa linha rápida a alta velocidade
num tempo linear alta velocidade
Alguém tem mesmo conhecimento
sobre a tartaruga e a árvore?

A última geração de crianças
da última geração da Terra
esqueceu por completo
ou há algo que pode despertar em ti
para o círculo do tempo
que ainda está em ti?

FONTE: pan-portugal.com


Saviitri Ananda

Minha foto
Itapoá, Santa Catarina, Brazil
Sou ENLAÇADOR DE MUNDOS MAGNÉTICO. Uma eterna buscadora... metamorfose ambulante...senhora de mim. Depois de me conhecer, nada será como antes porque sou a Morte e o Renascimento. Sem verdades absolutas, pulso com o Universo, buscando construir pontes entre os Mundos. Inimitável e sem limites... quântica. Me reconstruo a cada dia, sou mudança, transformação, sincronia. Funciono como equalizador, restaurando o equilíbrio através da Luz, da qual sou canal. O meu grande "tesouro" é a sabedoria, a arte de enlaçar mundos, destruir ilusões e libertar do medo todo aquele que se dispõe a escutar o que eu revelo.Transmutar, transpor, renascer são os meus verbos. In Lak'esh