sexta-feira, outubro 31, 2025

18ª ONDA ENCANTADA DO VENTO BRANCO

 



                               Poder do Espírito

 

KIN 222  - Vento Magnético Branco

Unifico com o fim de comunicar 

Atraindo o alento 

Selo a entrada do espírito 

Com o tom magnético do propósito

Eu sou guiado pelo meu próprio poder duplicado

Sou um portal de ativação galáctica, entra por mim

 

" Inicia-se minha comunicação para cumprir minha tarefa como

 mensageiro da orientação divina".

 

Palavras chaves do Vento Branco: Comunicar – Alento - Espírito.

Propósitos deste período: Atrair tudo o que possa lhe sustentar, espiritualmente e lhe manter conectado ao lado espiritual, comandar as oportunidades para trabalhar o desapego, deixar pulsar o amor e, estar conectado ao momento presente.

 

Procure estar mais ligado ao seu eu interior, seu lado espiritual, para permitir uma comunicação mais profunda consigo mesmo e assim, expressar, de forma clara, suas idéias, pensamentos e sentimentos. Se for necessário faça algumas mudanças em suas atitudes, não de forma teórica ou momentânea, mas mudanças que mexam de forma profunda com o seu ser. Durante este período você sentirá mais vontade de falar, de se expressar, de se comunicar. Fique atento para não se permitir falar compulsivamente, esquecendo-se de que outras pessoas também querem falar, afinal, é o período da comunicação. Tenha cuidado com o que transmite e o tom com que está sendo transmitido. Muitas vezes, palavra simples, podem machuca, a depender do tom com que se expressa. É uma frase antiga, porém deve ser sempre lembrada: "Não é o que você diz, mas, como você diz". Busque tudo o que pode lhe ajudar a um crescimento espiritual maior. A cada dia que passa, mais e mais informações estão chegando, sobre assuntos antes inexplorados e isso apenas nos prova o quanto precisamos crescer juntos e aprendermos cada vez mais. Mantenha o seu nível energético equilibrado. Para saber se há um desequilíbrio, é só observar qualquer desconforto em si mesmo. Por exemplo, o estresse, o cansaço excessivo, a apatia ou falta de ação, os medos, etc, tudo isso mostra um desequilíbrio energético, então, nesses momentos, procure estar mais conectado com o seu centro e tente esvaziar a sua mente por alguns instantes, e não desanime se não conseguir da primeira vez, seja persistente o bastante para tentar de novo, ampliando o seu campo de visão. Desapegue-se de pensamentos que lhe fazem perder energia. Lembre-se: ninguém está aqui para sofrer, porque o sofrimento já faz parte de um passado muito distante e agora, somos seres quadridimensionais ou quase e como tais, devemos nos portar. Assim, fora, o mau humor. Fora, o negativismo. Fora, o sofrimento. Isso tudo não faz parte do novo ser humano que você está se tornando e, enquanto não percebermos o que realmente está acontecendo no planeta, não poderemos participar ativamente desse grande amanhecer. Deixe pulsar o amor, em todas as partes, pois, é a única energia que trará o grande arco-íris brilhante, dentro de cada olhar do novo humano. Procure estar receptivo às energias mais puras, às palavras proferidas com sabedoria e, ao momento presente.

 

Desafios (o que devo aprender?): Estabilizar a intuição, equilibrar a cura e, se aperfeiçoar no uso do bom humor.

 

O isolamento, às vezes, é necessário para uma comunicação mais interna, porém que esses momentos não se tornem uma constante, lhe afastando do real. Durante este período, há uma tendência à fuga por não achar que exista uma saída, mas isso não é verdade, apenas erga-se um pouco além de si mesmo e você verá a amplidão do caminho que lhe aguarda. Pare e reflita um pouco. Estabilize sua intuição, que horas estará ativa e horas, enfraquecida, simplesmente, por você não acreditar em si mesmo. Sonhe! E se você tem certeza do que quer e não está prejudicando a ninguém, então, lute para alcançar seus sonhos. Porém, não fique a maior parte do tempo apenas sonhando, mas buscando recursos e estratégias para a sua realização. Procure equilibrar a cura. Tome a grande decisão de curar, pois você é um curandeiro, assim, comece curando a si mesmo, do mau humor, do desistir de seus sonhos, do pensar de forma inferior, e das desarmonias emitidas através das palavras. Depois, cure o seu ambiente e estabeleça, consigo mesmo, um pacto de manter seu campo energético sempre limpo, purificado e livre de qualquer coisa que turve a luz que brilha nele. Aprenda a conhecer o que realmente se passa com você e a sua volta, assim, fica mais fácil detectar qualquer coisa que não pertence ao seu eu superior e, então, delete. Não vale a pena e lhe faz perder energia. Jamais permita manter sua fisionomia rígida, pois você pode não perceber, mas quem olha para você vê uma aparência pesada e isso só contribui para o afastamento das pessoas, que muitas vezes estarão trazendo uma grande mensagem. Será que hoje você já se olhou no espelho e disse olá, para si mesmo. Por mais que sua vida seja tumultuada, seu dia, atarefado, lembre-se de parar e olhar para si mesmo e sorrir. A ginástica fácil, de um sorriso, é completamente benéfica e rejuvenescedora. Se todos soubessem disso, jamais teríamos fisionomias pesadas, tristes e distantes. Assim, aperfeiçoe seu bom humor e use um grande sorriso e relaxe.

 

Qual é a ação: Focalizar, canalizar a beleza e libertar a sabedoria.

 

Concentre-se na ideia de que você é um grande ser espiritual e completamente harmônico, por isso, tudo o que faz floresce. Ative o foco do que você pretende realizar. Em primeiro lugar faça um esquema de tudo o que decidiu realiza, depois se concentre em todas as possibilidades, para gerar energia suficiente para fazer acontecer. O segredo é ter a certeza do que se quer, porque qualquer medo ou dúvida e, como uma bola de sabão, puf! Desaparece. Fique atento aos sinais que são liberados a todo o momento, lhe direcionando para o caminho certo. Se for muita coisa, anote, para não esquecer. O importante é se concentrar na harmonia, na beleza, pois é assim que se criam as formas mais incríveis, no universo. Observe os fractais, a perfeição, beleza e harmonia. Mire-se nisso, pois é assim que você deve ser atrair tudo o que esteja dentro desse campo para a sua vida. Procure se inspirar no barulho do vento, que suavemente balança uma roseira. Você já viu a harmonia das pétalas de uma rosa? Pois é, saia um pouco do local, onde você se encontra agora e, por alguns instantes, olhe em volta detectando a harmonia e arte, dentro do ambiente que lhe cerca e, através da observação, se dissolva no momento, sentindo a importância de tudo o que está no mundo, pois cada coisa faz parte de um aprendizado e quando a lição for aprendida, ele já não fará mais sentido e assim o planeta gira em seus ciclos cada vez mais amplo. Liberte a sabedoria que existe dentro de si mesmo e através do fluxo emocional co-crie, com o universo um mundo completamente diferente do que você vive agora. É só uma questão de ver com os olhos despertos.

 

Qual a melhor forma de agir: Definir a forma de sobreviver, cuidando dos instintos, purificar as emoções e ficar vigilante.

 

No mundo tridimensional, todos estão preocupados com a questão da sobrevivência de si mesmo, porém, a maioria dos seres, humanos, não acordaram para o fato de que essa sobrevivência é uma questão mental. E então, se perdem nos labirintos, limitados, de seu próprio pensamento, que por não conhecerem o ilimitado, permitem serem comandados pela camada tridimensionalmente pensante, criando um padrão distorcido, onde tudo gira e assim, fica cada vez mais difícil controlar o lado instintivo, pela falta de conexão consigo mesmo e acontecem as explosões, diariamente. Assim, a sobrevivência fica limitada ao campo que os olhos tridimensionais vêm. Durante esse período de 13 dias é importante cada um definir a sua própria forma de sobrevivência dentro de um campo mais amplo que é, o espiritual. Procure cuidar mais do que você está ingerindo, quer seja no físico ou mental. Observe seu lado instintivo e perceba a quantidade de energia vital que você perde quando há uma explosão, puramente, instintiva, por exemplo, a raiva. Isso não faz mal só para você, mas, para o seu ambiente e pessoas que interagem em seu campo e é claro, para o planeta, que já está saturado desse tipo de energia negativa. Então, seja mais forte e, controle seus instintos, não com repressão, mas com amor e compreensão. Purificando suas emoções e entrando em harmonia com seu lado de sabedoria. Tenha certeza de que tudo ficará mais claro, mais próspero. Procure estar bastante vigilante em todos os campos, pois assim, será fácil perceber quando algo desarmônico interferiu em seu campo energético e mudou seu humor, provocando explosões instintivas que só acarretam a perda de energia vital. Fique atento.

 

Vôo Mágico (qual é a saída): Estar no momento presente.

 

Desde quando se está centrado e conectado com o momento presente, fica difícil qualquer energia indesejada e desarmônica, atingir você. Por isso, é muito importante você não se dispersar com o que aconteceu no passado, porque já deve ter lhe trazido uma lição ou mensagem, agora libere-a e siga no aqui, agora, pois quando você se desconecta do momento presente, você perde a grande oportunidade de despertar para a realidade do agora, e assim, muita coisa é perdida e deixada de aprender. Então, fique receptivo ao que acontece agora. Há um grande encantamento acontecendo agora, neste exato momento, se você não percebeu...sinto muito por você, mas a grande magia está sendo feita a todo o momento, basta você apenas querer enxergar, e para isso é só ativar-se no agora. Reflita sobre isso e tudo mudará.

 




Bjos no Coração

Namastê!

Vento soprando tempo novo!!!!!

 

 

"Sejas humilde, se queres adquirir a Sabedoria. Sejas mais humilde ainda, quando houveres te assenhoreado da Sabedoria. Sejas como o Oceano que recebe todos os rios e riachos. A imensa calma do Oceano permanece inalterada; ele não os sente. Refreia teu eu inferior com o teu Eu Divino. Refreia teu Eu Divino com o Eterno".

 

H.P. Blavatsky – A Voz do Silêncio.

KIN 222 - VENTO MAGNÉTICO BRANCO



A energia do VENTO inspira o alento. O alento o é nosso estado de ânimo, de coragem, de vigor, algo que o fortalece e expande nosso potencial e espiritualidade; não é um problema, precisamos crescer para vencer os obstáculos. É um dom do Universo para que estabilize nosso verdadeiro propósito e fortaleçamos as partes profundas de nós mesmos. O Vento é um canal de expressão da nossa identidade cósmica, inspiração, força de circulação, agente da calma, unifica todas as polaridades da nossa vida e nos permite integrar as duas polaridades dentro de nós, as dualidades entre matéria e espírito, alinhando nossos lados feminino e masculino para nos conscientizarmos da consciência andrógina dentro de nós. Aprendemos com a polaridade. Precisamos agradecer a visão e a consciência que a polaridade traz a nossa vida e nos concentrarmos na ideia de que somos grandes seres espirituais e completamente harmônicos, por isso, tudo o que fazemos floresce.  O Vento nos leva a entrar em comunhão com nosso exército espiritual individual e transmitir nossa inspiração oculta para a dimensão física, compartilhando nosso entusiasmo e nossas revelações. A forma como nos comunicamos molda as nossas realidades e os nossos relacionamentos. O Vento possui a cor do arco-íris que está escondida num raio de luz branca. A energia deste Kin nos dá a capacidade de dar forma ao que não a possui, de aprender a dominar a respiração, de celebrar a conectividade das árvores, do ar, da respiração e do vento. Somos munidos de forças para cultivar o processo de nossa comunicação em infinitas formas, de escutar nosso Eu Sou, de renunciar os limites da mente racional e nos inspirar e expressar esta inspiração. Faça um esquema de tudo o que decidiu realizar, depois se concentre em todas as possibilidades, para gerar energia suficiente para fazer acontecer. Quando estamos inspirados, o espírito se move por nós livremente. O segredo é ter a certeza do que se quer, porque qualquer medo ou dúvida e, como uma bola de sabão...desaparece. Nos dias comandados pelo Vento, lembre-se de ouvir o seu Espírito e a sua alma. Fiquemos atentos aos sinais que são liberados a todo o momento, nos direcionando para o caminho certo e se for muita coisa, vamos anotar para não esquecer.


Bjos no Coração
Abraço na Alma
Namastê!
Saviitri Ananda - CRTH0230





       
 
   

        Kin 222, Vento Magnético Branco

Comunicar, Atraindo o Alento com o poder do Espírito

O Vento Branco (IK) representa a respiração, o vento como a força invisível presenciada apenas quando há o movimento. O espírito é o mensageiro da circulação, permitindo que correntes se movam pelos meus canais, revigorando e orientando-me. Quando estou inspirado, o espírito move-se livremente por mim. A forma como me comunico molda a minha realidade e os meus relacionamentos. O Vento leva-me a entrar em comunhão com meu exército espiritual individual e transmitir a minha inspiração oculta para a dimensão física, compartilhando o meu entusiasmo e as minhas revelações. A respiração não leva apenas o oxigênio ao meu corpo como também integra a minha conexão com o corpo, a alma e o espírito. O ato de respirar profundamente é uma ferramenta poderosa para eliminar stress e toxinas, e afeta muito o meu estado físico e emocional. O vento carrega a responsabilidade de unificar todas as polaridades da minha vida. O Vento permite integrar as duas polaridades dentro de mim, ele quebra as dualidades entre matéria e espírito, a vida e a morte, o feminino e o masculino. Alinhando o meu lado feminino e masculino, dou origem à consciência andrógina dentro de mim. A cor do Vento é a cor do arco-íris que está escondida num raio de luz branca. Recebo o presente do Vento Branco ao respirar profunda e conscientemente. Hoje, lembro-me de ouvir o seu Espírito e a sua alma.
O Tom Magnético (HUN) representa a fonte da criação, a essência indivisível do todo. No unificado todo da vida, nada está fora do Um. Despertar para a unidade inerente de todas as coisas pode expandir o meu senso de propósito e passo a perceber que sou uma expressão essencial da totalidade. Atraio tudo de que necessito para me unificar com o propósito comunicar atraindo o alento para a minha vida. Quando identifico o propósito de atrair o alento e me uno totalmente a ele, abro o caminho para que as forças naturais me apoiem. Sou receptivo e recebo bem todas as pessoas e coisas que alimentem e deem poder ao espirito.

Kin 222, Vento Magnético Branco
Eu unifico com o fim de comunicar
Atraindo o alento
Selo a entrada do espírito
Com o tom magnético do propósito
Eu sou guiado pelo meu próprio poder duplicado
Sou um portal de ativação galáctica, entra por mim

“Inicia-se minha comunicação para cumprir minha tarefa como mensageiro da orientação divina.”


Tom 01: Magnético (HUN) – Qual o meu propósito?
PODER – Unifica
AÇÃO – Atrai
ESSÊNCIA – Propósito

Selo 02 – Vento Branco (IK)

PODER – Espirito
AÇÃO – Comunicar
ESSÊNCIA – Alento

Onda Encantada 18 do Vento Branco

Castelo Verde Central do Encantar
Gênese da Lua
Onda Encantada 18 do Vento Branco
Portal de Ativação Galáctico
Tom Magnético
Vento Branco             
                                          


SOU BRUXA COM ORGULHO


"A forma como vemos nosso corpo está impregnada de fantasias, de desejos, de sonhos. E o corpo das mulheres desde sempre foi vestido de tabus e de preconceitos, talvez refletindo o mistério que se encenava em seu interior. O fato é que hoje, talvez até mais do que em qualquer outro momento, mulher é igual a mulher jovem, e ponto. Estamos tão acostumados a rimar mulher com juventude que é quase impossível imaginar outras belezas, outros jeitos."

(...)


"Segundo Bárbara Walker, a Velha era o mais temido aspecto da trindade feminina e o mais poderoso. Nas sociedades pré-cristãs, as mulheres velhas eram encarregadas de infindáveis rituais religiosos, eram parteiras, médicas, curandeiras e possuíam o conhecimento acumulado que as tornava mestras em assuntos tão variados como o cuidado dos bebês e a forma correta de preparar os que iam morrer. 

De fato, ao longo da história, se a medicina era assunto dos homens, o cuidado dos doentes, das mulheres que iam dar a luz e das crianças, tradicionalmente era uma tarefa feminina, mais ainda, tarefa das “mulheres mais velhas”, coisa de avó. E é a Avó que nos pega pela mão e nos faz ver um outro lado da Velha terrível, amiga da morte: a Velha sábia e grande contadora de histórias. 

Bárbara Walker conta que a palavra “saga”, que originalmente se referia às canções nórdicas que relatavam assuntos lendários, literalmente quer dizer “aquela que fala” ou “a sábia”. As sagas da Escandinávia eram histórias sagradas que foram preservadas porque as sagas ou velhas sábias sabiam escrever em runas. Os homens nórdicos, aparentemente, estavam sempre tão ocupados com as guerras que, em geral, eram analfabetos. Curiosamente, em latim, a palavra “saga”, acabou virando sinônimo de bruxa ou feiticeira."



Saviitri Ananda

SOU NEO PAGÃ - SOU BRUXA

 

Não importa o rótulo, o importante é o que está no coração, o importante é estar na Terra e tê-la dentro de si mesmo, o importante é o amor incondicional pelos outros seres, o trabalho para o bem de todos e a reciprocidade sob todos os aspectos.

Namaswitch!

SOU PSICOTERAPEUTA

SOU CURANDEIRA

SOU XAMÃ

SOU NATUROPATA

SOU SACERDOTISA

Hoje me lembrei muito bem daquela história dos cegos que queriam "ver" um elefante. Quando foram levados ao animal e passaram a tateá-lo, não conseguiram um consenso, pois cada um deles tateou uma parte distinta do elefante e acreditou na sua própria versão (parede – corpo; coluna – perna; serpente – tromba; lança – presa; leque – orelhas). 

Esta história me ocorreu, porque perguntaram a minha religião e eu disse que era espiritualista, universalista, pagã ou neo-pagã e me toquei de que, o neopaganismo, sem dúvida, é “um elefante para os cegos”. Engloba tantas crenças, filosofias e preceitos religiosos que é impossível vê-lo com todo seu colorido e nuances. E o pior, é que os "cegos", se fixam apenas numa parte, acreditando conhecer o todo e encontram pelo caminho outros que não conseguem ver, contam tudo o que acharam do elefante, sem dizer é claro, que só conseguiram tatear o elefante numa parte e que mal conheciam, ou imaginavam como ele poderia ser em sua totalidade.

Com esta visão do “elefante”, do neopaganismo como apenas uma religião, certos “mestres” pregam e outros ainda mais cegos que estes, os seguem, acreditando em uma única casa, como a morada da divindade. E podem acreditar são muitos... cegos ou não, que veem no paganismo apenas a religião e buscam um templo da grande mãe onde aprenderão tudo sobre ela; mas como o cego da história, têm na sua lembrança um templo e, sem perceber, imediatamente todas as luzinhas do seu cérebro piscam em alta intensidade, fazendo todas as conexões deste templo da memória, que foi a instrução cristã da primeira comunhão e a vida familiar calcada (da boca pra fora) nos valores cristãos. 

A partir daí por mais que digam e até mesmo acreditem que são pagãos, não se livram da pesada carga do cristianismo, e por mais que multipliquem seus deuses, seus valores e até mesmo a sexualidade, continuam sendo regidos pelo sistema de culpa e castigo imposta pelo padrão de vibração 12:60.

Vendo o paganismo apenas como religião, não se vive o paganismo, não se sente à liberdade por ver suas culpas abolidas; sem a mudança dos valores não existe o paganismo. Um dos cegos, o que apalpou o corpo do elefante imaginou que esse fosse um muro (sólido, maciço e muito grande, intransponível), saiu contando que o elefante era o fim do mundo, e que depois do elefante não existiria mais nada. 



E foi assim que muitos entenderam o paganismo, como algo que é o fim do caminho e quando se chega até o paganismo, não se tem mais que prosseguir, pois atingiu a verdade e além dela não existe mais nada. Todavia, chegar ao paganismo é muitas vezes um começo, e não o fim; é preciso estudar muito, aprofundar e praticar cada coisa aprendida, pois sem o sentimento, o conhecimento e a prática, o paganismo se torna algo vazio, sem fazer o menor sentido.

Existem muitas pessoas que se dizem pagãs e acreditam realmente no impossível, como luzes de neon piscando, animais voando, seres subindo pelas paredes, como se tivesse em pleno estado de miração, ou tivesse ingerido mescalina em dose errada. Vivem vendo ou buscando ver coisas que não existem, transformando fotos tremidas em fotos Kirlian, e fotos com longa exposição em larvas astrais ou extraterrestres; acreditam em tudo e buscam contar experiências ainda mais extravagantes, fazendo com que os outros torçam o nariz para o paganismo ou acreditem que seja coisa de adolescentes com hormônios alterados, ou histeria coletiva. 

São inúmeras as possibilidades que os “cegos” teriam descoberto no elefante ou os pagãos que só se fixam em uma parte do paganismo, nem um, nem outro nunca conseguiriam encontrar uma visão total. Poderia falar dos muitos modos pelo qual as pessoas percebem o paganismo, mas passaríamos dias aqui comentando o que cada um (cego ou não) "viu" ; e na verdade, muitos “pagãos”, se recusam a ver o paganismo como um todo, e a perceber num outro pagão um aliado e não um inimigo, só porque um comemora pelo Norte e o outro pelo Sul, ou porque um é iniciado e o outro auto-iniciado, ou porque a carta patente (coisa que não existe no paganismo, e sim nas ordens Cristãs ou em ordens baseadas nas ordens cristãs), é em papel brilhante ou em pergaminho.

É preciso que se olhe para o “todo”, e perceba-se então que há séculos não existe um movimento tão embasado e complexo como o Neopaganismo; nem mesmo o renascimento, que foi a primeira investida neopagã pôde ser tão completo como esta nova retomada do paganismo. Porque apesar de a Renascença ter sido atuante em todas as artes, escolas de pensamento, técnicas de medicina, engenharia e tantas outras, não conseguiu mudar o pensamento religioso nem tampouco se livrar da culpa e do medo do castigo divino (vejam que na Renascença, em contrapartida aos avanços, a Igreja Romana manteve o retrocesso com milhares de pessoas acusadas de bruxaria e mortas na fogueira!). 

Hoje ouso dizer que eu sou “pagã”, porque além do paganismo ser atuante em todas as artes, escolas, técnicas e mesmo classes sociais, é a religião antiga que nos livra da culpa e do pecado, de uma frequência condicionadora e que permite que se vá muito mais adiante nas artes e no pensamento humano. 

É no paganismo que se busca, através dos nossos deuses, mestres e ancestrais, o nosso equilíbrio (do planeta), o que era possível no tempo da religião da Grande Mãe quando a natureza regia os ciclos da vida e da morte; sem pecados e sem medo da inquisição, nada mais é proibido e nossa mente pode viajar em todas as direções. O mais preocupante é que poucas pessoas percebem o elefante inteiro e continuam brigando e com isto esfacelando o neopaganismo em facções cada vez menores, fazendo o jogo dos monoteístas revelados e entregando o ouro para os bandidos. 

Devemos buscar enxergar o todo e com isto perceber que o paganismo é muito mais que uma nova religião (mesmo porque são várias), é uma nova maneira de ver o mundo, como antes das religiões dominadoras dos pastores, dos ciganos e suas hordas invasoras. Não se fazem necessário templos ou instituições, as pessoas devem-se unir pelas semelhanças e não deixar que as diferenças possam separá-las; mesmo porque, as concordâncias são muito maiores que as diferenças. Então, vamos olhar o elefante em toda sua imensidão e poder, percebendo sua força.

E agora? Digo que sou pagã? Ou seria uma bruxa? Quem sabe uma nagual? Amauta? Xamã???? Já sei: sacerdotisa!!!! Uma salada né? Mas esta sou eu. Gosto de pensar no neopaganismo como uma deliciosa salada colorida, com multifaces e inúmeras possibilidades. O básico é similar: autoconhecimento, despertar do poder interno, culto aos ancestrais, profundo respeito ao divino feminino e à natureza e, de preferência, leveza e bom humor. Uma das vantagens que nós (pagãos), temos ao nosso favor é a quantidade de informação existente sobre os mais diversos panteões e estilos de vida daqueles que nos precederam no culto aos deuses antigos ou ancestrais. Podemos escolher quais divindades cultuar, se uma, duas ou várias do mesmo núcleo ou até mesmo de diversos.

Quando comecei meus estudos sobre bruxaria, não havia quase nada disponível (e isso que já era década de 80); a literatura era escassa e as pessoas se negavam a comentar sequer sobre o assunto, apesar da liberdade de culto já ser respeitada. Com o advento da informática as coisas ficaram mais estruturadas, mais livros à disposição, mais pessoas se expondo, mais organização de rituais.

Certa vez um Mestre (Ascenso), disse que não haveria uma tradição específica, com regras e dogmas preestabelecidos, mas que cada um de nós, poderia deixar “o coração” falar e então saberia o caminho universal, que não é instituído. Mas o que acontece quando um neopagão não quer seguir normas?

Em primeiro lugar, a falta de um rótulo incomoda, afinal, todos têm que ter uma etiqueta... os “outros” precisam saber...rs. Tais situações vivem ocorrendo, eu já vi e já passei por muitas delas, porque algumas pessoas têm a necessidade de colocar vida, amor, crenças e tudo o mais em potinhos coloridos para deixar à vista em prateleiras, prontos para o consumo. Talvez seja assim que a maioria veja a vida e, mesmo quando tenta escapar, muitas vezes procura uma outra forma de adequação. Uma fôrma onde se acomodar.

Acredito que o neopaganismo, é algo pessoal, que vai mudar sua vida se você deixar, vai abrir sua percepção para algo maior do que seu cérebro pode encaixar. Mas em qualquer uma de suas diversas vertentes, vejo como um dos caminhos espirituais mais difíceis dentre os disponíveis. Não sou contra tradições já existentes, caminhos percorridos por outros. Sou contra formas de controle. Sou contra pessoas que dizem o que é certo ou errado para os outros. Que querem que todos se moldem ao que lhes convém.

Não enxergo o controle como uma forma legítima de se organizar o neopaganismo; não acredito que dizer "ah, você não é um sacerdote porque é auto iniciado", ou qualquer outra dessas famosas frases que ouvimos por aí, ajude alguém a crescer dentro do culto aos deuses antigos ou ancestrais. Quem sabe isso seja tudo culpa do momento histórico, que compreende uma exacerbada valorização da aparência, em todos os níveis? Será correto formalizar demais o que é essencialmente livre?

Chamamos de povos Pagãos, aqueles que na Antiguidade tinham nos campos e plantações seu sustento, a base de sua vida. A Terra era, portanto, sagrada para eles e toda a sua cultura e religião girava em torno da Natureza: a época das colheitas, as estações, os Solstícios, etc. Muitos dos povos Pagãos eram politeístas, atribuindo aos deuses, faces da Natureza com que conviviam; assim, havia o deus do Sol, a deusa da Lua. o deus da caça, a deusa da fertilidade, etc. Foram Pagãos os povos Pré colombianos, Gregos, Romanos e Celtas, por exemplo.

Uma característica muito marcante da religião Pagã é a existência de deuses e deusas, às vezes com igual poder, e muitas vezes tendo-se a figura feminina como dominante. As sociedades em sua maioria eram matriarcais e as cerimônias religiosas eram conduzidas por sacerdotisas, a medicina era praticada pelas curandeiras, as decisões tomadas pelas Sonhadoras, e o deus não passava do Consorte da Deusa, a Grande Mãe. Como religião, o Paganismo busca, portanto, o equilíbrio, o casamento perfeito entre masculino e feminino, tanto no mundo exterior como dentro de cada indivíduo.

O Neopaganismo busca reviver o modo de vida desses povos. Paganismo porque retoma suas crenças a práticas pagãs, e Neo, porque tem que se adaptar ao novo modo de produção Capitalista, e muitas vezes à vida urbana. Milhares de pessoas em todo o mundo passam a olhar para a Lua de uma maneira diferente, e a celebrar as estações mais uma vez. As árvores voltam a ser sagradas, e as fogueiras da Primavera são reacesas.



Não importa o rótulo, o importante é o que está no coração, o importante é estar na Terra e tê-la dentro de si mesmo, o importante é o amor incondicional pelos outros seres, o trabalho para o bem de todos e a reciprocidade sob todos os aspectos.

Bjos no Coração

Namastê!

Saviitri Ananda - CRTH/BR0230

 KIN 66 ENLAÇA MUNDI MAGNÉTICO 

SACERDOTISA DA CASA DE SANDAWISSINI


 


quinta-feira, outubro 30, 2025

DRAGÃO - A CRIATURA DO COMEÇO

                       


Os Dragões talvez sejam uma das primeiras manifestações culturais ou mitos criados pela humanidade. Não se sabe ao certo o que teria dado origem a estas criaturas e muitos acreditam que elas tenham surgido da observação pelos povos antigos de fósseis de dinossauros e outras grandes criaturas. Os Dragões legendários são estranhamente semelhantes a criaturas reais que viveram no passado. São muito parecidos com os grandes répteis ou dinossauros que habitaram a Terra, muito antes do homem ter aparecido. Quase sempre são retratados como grandes serpentes ou grandes lagartos com escamas e asas, têm na sua aparência alguns elementos míticos que personificam seus atributos mágicos. Em diversas correntes espiritualistas acredita-se que a universalidade deste mito é devido à existência destas criaturas em um tempo muito remoto, especificamente durante o período atlante. Com a queda de Atlântida, seus sobreviventes transportaram para cada cultura os inúmeros mitos relacionados aos dragões, como criaturas cheias de poder e de sabedoria.

A palavra Dragão vem do do grego: drákōn e identifica-os como criaturas presentes na mitologia dos mais diversos povos e civilizações. São representados como animais de grandes dimensões, normalmente de aspecto reptiliano, semelhantes a imensos lagartas ou serpentes, muitas vezes com asas, plumas, poderes mágicos ou hálito de fogo. Em vários mitos são apresentados literalmente como grandes serpentes. Apesar de serem presença comum no folclore de povos tão distantes como chineses ou europeus, os dragões assumem, em cada cultura, uma função e uma simbologia diferentes, podendo ser fontes sobrenaturais de sabedoria e força, ou simplesmente feras destruidoras.
Esta criatura  é citada tanto na literatura oriental quanto na ocidental, em praticamente todas as culturas e tempos. Em torno de 300 d.C., em Sichuan, na China, o chinês Chang Qu descobriu ossos de dinossauros abaixo da terra e os documentou como sendo uma “descoberta de ossos de dragões”. Na língua chinesa a palavra usada para classifica-los é konglong, que significa “terrível dragão”. No Budismo Tibetano o dragão é tanto o veículo do Dhyani Buda Vairotchana, o Buda da Sabedoria última como também o veículo de Vajradhara, o Buda Primordial. O fato é que a figura mítica do Dragão tem muita força e representa condignamente a força vital e o elemento Fogo.


As mais antigas representações mitológicas de criaturas consideradas como dragões são datadas de aproximadamente 40.000 a. C., em pinturas rupestres de aborígines pré-históricos na Austrália. Muito se discute a respeito do que poderia ter dado origem aos mitos sobre dragões em diversos lugares do mundo. Por terem formas relativamente grandes, geralmente, é comum que estas criaturas apareçam como adversários mitológicos de heróis ou deuses em grandes histórias que eram contados pelos povos antigos. É comum também que sejam responsáveis por diversas tarefas míticas, como a sustentação do mundo ou o controle de fenômenos climáticos. Em qualquer forma, e em qualquer papel mítico, no entanto, os dragões estão presentes em milhares de culturas ao redor do mundo.

A imagem mais conhecida dos dragões é a oriunda das lendas europeias (celta/escandinava/germânica) mas a figura é recorrente em quase todas as civilizações antigas. Há a presença de mitos sobre dragões em diversas outras culturas ao redor do planeta, dos dragões com formas de serpentes e crocodilos da Índia até as serpentes emplumadas adoradas como deuses pelos astecas, passando pelos grandes lagartos da Polinésia e por diversos outras formas, tamanhos e significados.
Dentro do Xamanismo a representação do DRAGÃO, pode trabalhar tanto a densidade como a sutileza. Se usar para o mal, um dia ele te queima e te abandona, afastando da sua vida todos os animais de poder, ficando totalmente sem proteção. Toda escuridão vai tomar conta e você pode virar um doente mental. Por outro lado pode trazer potência e força viril, proteção, kundalini, calor, mensageiro da felicidade, senhor da chuva, fecundação, força vital.

É na China que os Dragões são mais cultuados, A tradição chinesa cultua os Dragões há mais de 7.000 anos e o Dragão simboliza a sabedoria divina revestida do poder indomável da natureza, ou seja, a harmonia entre os atributos espirituais e naturais que formam todas as coisas. Para os chineses os dragões são seres  celestiais , incrivelmente auspiciosos e que exercem o controle sobre as forças da natureza. Uma das primeiras imagens do dragão chinês aparece em um entalhe neolítico datado aproximadamente de 5.000 a.C. e é considerado uma das mais antigas representações simbólicas da humanidade. A mais antiga descrição escrita do dragão chinês encontra-se no I Ching, o “Livro das Mutações” onde  aparece como o princípio masculino yang, representando a  transformação, energia criativa. É um símbolo de uma força dinâmica eletrizante que se manifesta através de relâmpagos e trovões. No inverno, esta energia toma retiro dentro da terra e no  início do verão torna-se ativa novamente, surgindo no céu como trovões e relâmpagos. Como resultado, as forças criativas do universo avivam-se novamente, nutrindo os vários elementos da natureza.


Segundo a mitologia chinesa  o Dragão foi um dos quatro animais sagrados convocados por Pan ku, o(criador do universo, para participar da criação do mundo. Assim, ele representa a energia do fogo que destrói, permitindo o nascimento do novo – a transformação. Para muitos ele é o deus das chuvas, representando o potencial de fazer chover e do fluir das águas, pois acredita-se que os dragões possam criar nuvens com sua respiração.  A essência da vida (energia vital) representada pelo hálito celestial dos dragões é chamada em chinês de sheng chi, que literalmente significa “sopro cósmico”. Ela é a fonte de toda a energia que contribui para com a fertilidade e riqueza tal como as mudanças climáticas que proporcionam a estação das chuvas, o calor do sol, brisas refrescantes e aromáticas  que, por sua vez, propiciam um solo fértil e as colheitas florescerem em grande diversidade e abundância.

O Dragão é mundialmente reconhecido como um símbolo da cultura chinesa e de seu povo. Na cultura chinesa existe ampla referência ao Dragão. Diferente das culturas ocidentais, o Dragão não possui asas, porém possui igualmente o dom de voar. É representado por um animal que reúne diversas características de outros, como o corpo de serpente, as garras de águia, os chifres de corsa e bigodes de carpa. Simboliza a Sabedoria divina revestida do poder indomável da natureza, ou seja, a harmonia entre os atributos espirituais e naturais que formam todas as coisas. São tidos como criaturas celestiais, incrivelmente auspiciosos e que exercem o controle sobre as forças da natureza. Os chineses referem a si próprios como os “Descendentes do Dragão” e na tradição chinesa se acredita que em algumas ocasiões, os dragões demonstram o poder de transformar si próprios em elegantes seres humanos, homens ou mulheres, podendo até mesmo, vir a casar-se com outras pessoas.

Existe uma lenda que fala que Yu Pang, um camponês, ascendeu ao mais elevado posto em seu país e governou a China como seu imperador,  e para que pudesse legitimar sua ascensão nunca vista antes, foi o primeiro a clamar ter a descendência familiar de um dragão. Desde então, “face-de-dragão” passou a referir-se ao imperador. No Japão, onde muitos dos costumes provêm ou se assimilam aos da cultura chinesa, o imperador japonês Hirohito alegou ser descendente da princesa “Jóia Frutuosa”, filha do “Dragão-Rei dos Oceanos”. Este é o significado raíz por de trás do emblema ou brasão encontrado em residências imperiais na China e Japão.


Todavia sou apaixonada pela referência ao Dragão que fazem os tibetanos. No Tibete, os dragões foram chamados de “druck” que quer dizer trovão. Para os tibetanos o som do trovão era considerado o  “rugido dos dragões” e tal como o trovão, a mente desperta do dragão nos acorda, explodindo o nosso mental e nos libertando de toda insegurança, medo, dúvidas e expectativas. Para este povo, o Dragão representa os grandes e sábios imperadores como também os poderosos e inabaláveis mestres espirituais; representa a sabedoria que vê a realidade lúdica de todas as coisas e o poder e confiança presentes naturalmente nesta realização.

A mente do dragão é vasta, poderosa e hábil devido a reconhecer a natureza vazia, porém magicamente aparente de todas as coisas. Sem projetar e cristalizar uma existência inerente, real, nas coisas e pessoas, o dragão dança e brinca em meio a interdependência de todas as manifestações. Esta visão é chamada em sânscrito de prajna paramita, que literalmente, significa “o excelente conhecer transcendental”, um discernimento preciso, profundo e amplo, de onde surge a natural presença, poder e confiança do dragão. No budismo tibetano, o Dragão representa o elemento espaço, não pode ser concebido ou investigado como um objeto, a mente do dragão é insondável e a sua natureza vai além dos limites de espaço geográfico, tempo, nome e forma. Nossa mente é da natureza do Dragão e como o seu  hálito quente, nossa essência esta impregnada desta verdade, esta constantemente se expressando e nos revelando quem realmente somos.

                                      

No budismo tibetano dragões  são geralmente tomados como seres hostis que, ainda que possam se tornar protetores de mestres e ensinamentos, e guardadores de tesouros do Dharma, são seres que geralmente residem sob as águas e em seus arredores, e causam doenças e infortúnios. Igualmente, os dragões no budismo tibetano são símbolos de energia positiva, astúcia, iluminação e de poder espiritual. Na tradição tibetana, o estandarte do dragão de turquesa significa o som da compaixão que nos desperta da ilusão e aumenta aquilo que podemos conhecer por meio da audição através de seu completo poder de comunicação. É dito nos proteger contra todos os tipos de discórdia, principalmente contra a calúnia, fofocas e o uso indevido da fala. Os dragões muitas vezes aparecem em instrumentos musicais tibetanos, usados como oferenda de som na tradição budista, como também em amuletos de proteção. São frequentemente encontrados na arquitetura himalaica em pilares, nos beirais do telhado de templos budistas, na base de monumentos e pontes com a função de proteger contra incêndios e terremotos. A imagem de sua face é geralmente usada como um símbolo protetor.

Dentro da tradição tibetana, o Dragão é mais comumente conhecido como um dos quatro animais das célebres bandeiras de oração chamadas “Cavalo de Vento”(do tibetano Lungta). O cavalo de vento possibilita variados níveis de interpretação: pela percepção externa é uma figura mítica; pela percepção interna, representa energia vital, sendo considerado um símbolo de boa sorte e numa percepção mais secreta ele representa entre os cinco elementos da natureza, o elemento espaço, o elemento ar interno, a energia que corre dentro de nosso corpo como também, os vários aspectos do caminho budista. Nos ensinamentos de Shambala, onde as quatro dignidades são extensamente explicadas, o Dragão carrega consigo as qualidades dinâmicas da natureza como também a mudança do tempo e estações do ano. Identifica-se com a mente além do ego, transcendendo nossas fixações e visões do mundo como o concebemos.


Dentro dos estudos de Shambala, o Dragão simboliza o “estado de inescrutabilidade” que surge na base da realização do não-eu. A partir desta profunda experiência, verdadeiro destemor é alcançado. E devido a não haver mais medo, dúvida e esperança, surgem naturalmente bondade, gentileza, simpatia e bom humor, além de qualquer compromisso ou expectativas. A artificialidade dá lugar  à verdade, honestidade, naturalidade e espontaneidade e não há mais a necessidade de “falar a verdade”, no sentido da minha verdade e da sua verdade, pois transformamos a nós mesmos nessa verdade, tornamo-nos exemplos vivos disto. A verdade não é limitada à visão de alguém, não é propriedade de ninguém, simplesmente, é o que é.  Ser a presença viva da verdade é mais importante do que a verdade em si própria. Surgem energia e poder inabaláveis. Confiança incondicional toma nascimento através das qualidades de uma dignidade natural, de uma firmeza leve e relaxada, aberta e destemida, desperta e inteligente.


Para os celtas, o Dragão está associado à força primordial da natureza e tornou-se praticamente o símbolo dessa religião de tal forma que os cristãos medievais, para combater o paganismo associaram o Dragão ao diabo, que é derrotado pelo Arcanjo Miguel, símbolos que historicamente se verificam pela supremacia cristã sobre o paganismo celta, mas que em termos esotéricos também carregam um significado muito profundo. Quando falamos do Universo, sabemos que do ponto de vista gnóstico ele está dividido em duas grandes partes: o espiritual e o natural e cada uma delas tem o seu respectivo regente. Para reger o espiritual, o Logos, representante da Luz; para reger o natural, o Espírito Santo, representando o fogo, com suas leis e sua força coercitiva para conduzir o homem de volta à luz. Na mitologia hindu é Shiva, sobre o qual já abordamos antes, o destruidor ou transformador. Associa-se ao Dragão i porque este pertence ao elemento fogo como o próprio Shiva e que tem a mesma característica de renovar todas as coisas, de transformá-las. Na mitologia celta, o Dragão tem ainda mais um correspondente que é o Deus Cernunnos, o “deus galhudo”, representado por um homem forte vestido com uma pele animal e com a cabeça de uma corsa, símbolo da natureza selvagem e pura. Assim, o Dragão representa essa força poderosa da natureza que coloca tudo em transformação.



Para os maias e os astecas, Quetzalcóatl ou Kukulcán, termos que significam “serpente emplumada”, era a principal divindade, uma espécie de Deus-messias, criador da humanidade e também civilizador e legislador. Quetzalcóatl é a representação das forças naturais que ascendem e se fundem com as forças divinas, celestiais, daí o termo “serpente emplumada”, ou seja, um Dragão. O sopro ígneo que cura uns e em outros, destrói, mas é o mesmo sopro; uma força natural, que a princípio é selvagem, desmedida, incontida. Por isso nos mitos se coloca o Dragão como habitante de cavernas profundas, apesar de ter asas para voar, pois ele representa aquela força mais primitiva que reside em nosso subconsciente, mas que semelhante a Cérberus, que habita os infernos, ao ser domado por Hércules foi o responsável por tirá-lo daquela região sombria.


O Dragão é o poder espiritual oculto nas paixões, representadas pelas águas seminais e pelo inconsciente, a kundalini, a energia vital. Quando nesse estágio, a pessoa não sente o ímpeto de sair de seus vícios, pois está em completo esquecimento de sua verdadeira natureza. Depois de passar pelo puro instinto o ser inicia o despertar espiritual. O Dragão, que é a força primeira, a nossa verdadeira essência, consegue colocar a cabeça para fora das águas, porém se movimenta ainda em meio ao lamaçal, caminha com dificuldade, mas começa a perceber que existe um outro mundo de possibilidades, uma nova realidade, distinta do mundo aquático, mas sua vida debaixo d’água continua se desenvolvendo normalmente e só às vezes põe a cabeça para fora. Mas chega o momento em que o Dragão começa a perceber que pode sair e se lança por alguns instantes para fora das águas, para logo voltar a elas, todavia nesse estágio, a mesma água, que o segurava, agora é a que o permite planar e ele nada pela superfície, ao invés de permanecer nas profundezas aquáticas. O Dragão descobre que existe terra firme e aprende a ficar sobre ela, fora das águas, em pé. Temos então o contraste entre a antiga realidade e o novo campo de possibilidades e estamos diante da necessidade de optar por viver fora da água ou retornar a ela, abdicar da conquista interior ou abdicar de ser dominado pelos instintos. Por oscilar entre ambas se diz que o Dragão pula de uma para outra porque a sua realidade ainda não o permite voar e por isso o mais alto que chega é quando pula, para logo cair de novo na terra.
                                                  
Dentro do Tzolkin, o selo do Dragão representa o começo de tudo, a força primordial. O Dragão é a causa primeira, a origem de tudo. É ele que nutre a fé e dá o poder do nascimento. Representa a fonte da vida, a água primordial, o sangue, o liquido seminal, a nutrição. Uma força que atrai conhecimento, a energia cósmica que nos aproxima do lado feminino de Deus. O Dragão nos ancora na primeira dimensão, no físico e nos faz ter uma profusão de sentimentos. Sua energia nos traz a certeza que podemos tornar nossos sonhos realidade. Nos remete a uma frequência que nos inicia à vitória sobre nosso instinto, ao mesmo tempo que seguimos a nossa intuição e afastamos nosso medo às mudanças. O Dragão faz com que nos concentremos em conhecer os caminhos a seguir, curando as feridas do suposto passado e ampliando assim nosso campo de ação.

Todo Dragão pode se decidir por desenvolver seu potencial criativo e encontrar sua verdadeira natureza, chegando à etapa em que aprende a voar pelos céus, encontrando com sua natureza espiritual, antes oculta. Mas mesmo nesse voo ele ainda sentem a necessidade de retornar à terra firme, pois ainda não consegue sustentar-se nos ares por muito tempo. Mas tudo evolui e o Dragão aprende sustentar o estado de lucidez contínua e por isso não cai de volta à terra; entra em harmonia com a verdade e com a vida e agora é um sábio, que necessita baixar apenas para ajudar os demais nessa mesma trajetória.

Via de regra, em todas as culturas em que aparece, o Dragão representa essa força mágica que tem o poder de nos elevar, pois sua natureza é celestial; porém que nos desafia, nos impõe dificuldades, porque necessita aperfeiçoar-nos. Vencer significa batalhar e renunciar, apostar em uma atitude e não olhar para trás. Nesse sentido, todas as tradições que falam sobre dragões convergem, pois umas o colocam como uma força divina e outras o colocam como mal, mas principalmente no sentido de impedir que se conquiste algo que não somos merecedores. Os tesouros ocultos que as lendas medievais contam que os dragões guardam, nada mais são que essas joias preciosas que existem em nosso interior e que só podem ser conquistadas à base de superação, pois não são dadas aos covardes.

Bjos no Coração
Abraço na Alma
Namastê
Saviitri Ananda – CRTH0230

FONTES:  www.kinterapia.com
Os dragões do despertar – Lama Jigme Lhawang - Boudhanath, Kathmandu, Nepal.
Draconomicon - Andy Collins - Skip Williams -  Wizards.
Enciclopédia dos Monstros - Gonçalo Junior - Ediouro.
Estudos Alquímicos - C.G.Jung - Editora Vozes.
Religiões do Mundo - Brandon Toropov - Madras Editora.

https://www.youtube.com/watch?v=bYG0iTUbsdI 

Saviitri Ananda

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Itapoá, Santa Catarina, Brazil
Sou ENLAÇADOR DE MUNDOS MAGNÉTICO. Uma eterna buscadora... metamorfose ambulante...senhora de mim. Depois de me conhecer, nada será como antes porque sou a Morte e o Renascimento. Sem verdades absolutas, pulso com o Universo, buscando construir pontes entre os Mundos. Inimitável e sem limites... quântica. Me reconstruo a cada dia, sou mudança, transformação, sincronia. Funciono como equalizador, restaurando o equilíbrio através da Luz, da qual sou canal. O meu grande "tesouro" é a sabedoria, a arte de enlaçar mundos, destruir ilusões e libertar do medo todo aquele que se dispõe a escutar o que eu revelo.Transmutar, transpor, renascer são os meus verbos. In Lak'esh